O Ministério Público do Estado (MPE), por meio do promotor de justiça Mauro José Mendes de Almeida, denunciou a vereadora de Salinópolis, Jamili dos Santos Corrêa, o advogado Luiz Heliodoro Moraes Barros e a assessora da vereadora, Marly Helena de Souza Costa, pelo crime de concussão, que ocorre quando o agente público exige, para si ou para outra pessoa, vantagem indevida. A pena prevista é de reclusão, de dois a oito anos, e multa.
Jamili Corrêa é vinculada ao Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo partido que o atual prefeito de Salinópolis, Vagner Santos Curi, foi eleito.
No entanto, após o prefeito mudar de partido, a vereadora passou a cobrar da administração pública transparência total e, com isso, Jamili passou a presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurado para averiguar os supostos atos ilícitos do prefeito.
Como a vereadora possuia muitas dívidas, passou a tirar proveito do fato e se ofereceu para votar conforme os interesses de Vagner Couri em troca de dinheiro. A intenção era quitar suas dividas para com o partido, pedir concessão de um carro e dinheiro para investir na próxima campanha eleitoral.
Com isso, a parlamentar solicitou ao prefeito, por intermédio de Luiz Barros, a quantia de R$ 100 mil para votar pelo não afastamento do prefeito, mas ele entregou apenas R$ 25 mil. Vagner Curi, então, denunciou o caso à policia, que determinou que o Núcleo de Inteligência Policial (NIP) tomasse conta do caso.
Autorizada pela Justiça, a policia grampeou os telefones dos envolvidos e constatou o crime. Jamili Corrêa e Marly Helena foram presas em flagrante delito quando recebiam o restante da quantia solicitada.
Em defesa, os acusados falaram que estavam tentando comprovar as falcatruas do prefeito, porém, ficou claro para a polícia que se o intuito dos acusados fosse realmente denunciar o prefeito, isso teria sido feito no momento em que os vinte e cinco mil reais foram entregues.
(DOL, com informações do MPE)
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