“Fala comigo. Olha o que fizeram com ele. Fala pela última vez”. Estas foram as primeiras palavras, misturadas ao pranto, da ex-companheira de Maurício André Santos Torres, de 36 anos, conhecido como “Pio”, ao ver o corpo do ex-companheiro com quatro tiros, no entorno da feira da Cidade Nova VI, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.
Muito embora iluminado durante a noite, o local é soturno, facilitando que viciados em drogas utilizem o espaço para fumar drogas e até se esconder depois de assaltarem transeuntes nas redondezas.
Na hora do crime havia uma movimentação de crianças, próximo e testemunhas disseram que Maurício André Santos Torres estava sentado de costa para a rua conversando com uma mulher que, tão logo ouviu os disparos, teria fugido do local deixando para trás o par de sandálias.
O sargento Lago, da viatura 8110, estava cumprindo missão dada pelo Ciop de identificação de um carro com assaltantes e passou pelo local a tempo de ver o casal conversando na calçada. “Meio minuto depois que a PM passou os assassinos chegaram e atiraram”, disse uma testemunha que estava a menos de 50 metros do local do crime.
ACUSAÇÃO
A ex-companheira da vítima acusou uma mulher de prenome “Fabiana”, com quem “Pio” teria um envolvimento amoroso, como sendo a pessoa que fez a “casinha” para matá-lo. “Foi ela que trouxe ele pra cá. Ele não vinha para estes lados”, disse a ex-companheira para a delegada Claudia Renata Guedes, da Divisão de Homicídios.
Outros parentes de “Pio” estiveram no local, mas não adiantaram nada que pudessem levar a uma pista dos criminosos. Maurício André Santos Torres era um velho conhecido da Polícia Militar, com várias passagens pelo crime de tráfico e consumo de drogas.
Ele respondia na 5ª Vara Penal de Ananindeua em processo, datado do ano passado, pelo crime de consumo de drogas, e na 3ª Vara Penal, também em Ananindeua, pelo crime de roubo majorado este em 2005, estando em liberdade condicional.
INVESTIGAÇÃO
As informações repassadas por testemunhas à equipe da delegada Claudia Renata Guedes levou a mesma até à residência onde morava “Fabiana”, no sentido de tentar saber quem eram os dois homens que dispararam e mataram com quatro tiros a vítima.
Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local e informaram que pelo menos quatro tiros vararam o corpo de “Pio”, sendo três nas costas e um no rosto. “Tem outra lesão que vai precisar ser melhor avaliada durante o exame necroscópico”, informou a perita criminal do Instituto de Criminalística. (Diário do Pará)
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