Parentes pareciam conformados diante da situação. João Odvan dos Santos da Silva, 26 anos, conhecido como “Paulistinha”, foi assassinado com três tiros em um beco no Parque Modelo II, em Ananindeua.
O crime aconteceu por volta das 21h deste sábado (9). As primeiras informações levantadas pela Polícia Militar davam conta que “Paulistinha” estava passando pelo “beco”, um local de difícil acesso, quando o assassino chegou em uma motocicleta, atirou e fugiu.
O cabo Oliveira e o soldado Cristo, da viatura 8308, integrantes da 21ª Área Integrada de Segurança Pública, foram acionados pelo Ciop para verificar um baleamento na passagem Moriá, no Parque Modelo II, mas quando chegaram ao local, “Paulistinha” já estava sem vida.
“A família ainda tentou socorrer carregando-o até aqui, mas já era tarde”, disse o cabo Oliveira, que identificou a vítima como sendo usuário de droga e “avião do tráfico”, tendo sido presos várias vezes. “Ele era conhecido de nossa guarnição e morava aqui perto”, completou o cabo Oliveira.
Investigando com base nas informações de testemunhas, o policial identificou o assassino como sendo um elemento conhecido como “Pet”, que, para praticar o crime, foi ajudado por um parceiro que pilotava a motocicleta.
“Pet”, segundo uma testemunha com quem o DIÁRIO conversou, seria um traficante do Parque Modelo II bastante temido pelos viciados. Ele já foi acusado de vários homicídios e assaltos em Ananindeua. “A lei dele é: quem não paga a droga ou tenta passar o Pet para trás, é sentenciado de morte”, disse a testemunha.
O delegado Eduardo Rollo, da Divisão de Homicídios, junto com sua equipe de investigadores, esteve na passagem Moriá colhendo mais informações sobre o crime. No entanto, a “Lei do Silêncio” imperava, colaborando para impunidade. “Ninguém fala nada, nem sob juramento”, afirmou um policial da Divisão de Homicídios.
O Instituto de Criminalística esteve fazendo a perícia no corpo e detectou pelo menos três perfurações à bala: duas na cabeça e uma na coxa esquerda, provavelmente de revólver calibre 38. O caso foi registrado na Seccional do Paar que deve investigar o crime.
(Diário do Pará)
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