Com cerca de 15 facadas, foi executado Andriu Willy Ribeiro Cunha, 27 anos, na madrugada de segunda-feira (11). O suposto assassino é conhecido como “Paulinho”, que teria apanhado da vítima durante uma briga surgida numa festa há aproximadamente dois meses. Depois disso, o homem apontado pela polícia como executor teria feito várias ameaças públicas de morte contra Andriu até finalmente cumprir a “promessa”.
O crime foi praticado na 3ª Rua, esquina com a travessa Haroldo Veloso, no bairro do Tapanã. “Testemunhas nos informaram que Paulinho ficou esperando a vítima passar próximo da rodovia Arthur Bernardes. Assim que o jovem passou, ele veio atrás e desferiu os golpes”, relatou o delegado Jurandir Figueiredo, da Seccional de Icoaraci.
Segundo o tenente Rubens, da 3ª Companhia da Polícia Militar, após as facadas, a vítima ainda teria percorrido cerca de 10 metros até finalmente morrer, deixando um preciso rastro de sangue. “Depois que o assassino se certificou que tinha terminado o serviço, ele evadiu-se e jogou a faca durante a fuga”, detalhou. A faca foi encontrada dentro de um terreno onde os alicerces de uma construção eram erguidos, na mesma rua onde se deu o fato.
Apesar do avançar da hora, os vários curiosos que observaram o trabalho da perícia testemunharam o quão cruel foi o algoz de Andriu. As várias facadas na região do tórax, abdome e costas, principalmente, foram tão contundentes que parte das vísceras da vítima ficaram expostas e a aparência do corpo era a de alguém retalhado.
ÚLTIMOS PASSOS
Cerca de uma hora antes de ser executado, o jovem foi parado em uma blitz da PM, juntamente com dezenas de amigos. “Foi uma abordagem de rotina feita na praça do Cordeiro. Como nada foi encontrado, eles foram liberados”, relatou o soldado Melquias, da 3ª Companhia.
Provavelmente logo após a blitz, “ele chegou a entrar em casa e não sei por qual motivo voltou a sair”, confirmou o primo dele, Leandro Cunha, 25 anos. A esposa, Mayane, dormiu cedo com a filha dos dois e não viu o marido entrar e depois sair pela última vez. Já foi acordada com a triste notícia. Coube a ela, apesar do compreensível estado em que ficou, ajudar no trabalho da Polícia Civil, que desvendou o caso rapidamente.
“Nós desconfiamos que tenha sido o “Paulinho”, porque depois de uma briga que tiveram há dois meses atrás ele prometeu meu amigo de morte”, argumentou Gilmara da Silva, amiga da vítima.
Outro indício que apontaria “Paulinho” como culpado é o fato de que Andriu estaria numa moto, que não foi levada. Por isso, a hipótese de latrocínio também foi descartada. Sem contar que, dada a quantidade de facadas, “somente uma pessoa com muita raiva seria capaz de fazer o que fez”, comentou Leandro.
Relato de parentes e de testemunhas fizeram com que o delegado Jurandir Figueiredo declarasse as investigações sobre quem seria o assassino solucionadas. “Falamos com a mãe do “Paulinho”, que nos forneceu uma foto dele. O mesmo não estava em casa e já é considerado foragido”, concluiu.
(Diário do Pará)
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