Baseado em duas denúncias publicadas pelo DIÁRIO, no último sábado, o Ministério Público Militar abriu um inquérito na Corregedoria da Polícia Militar para que sejam apuradas as acusações de extorsão e violência contra o deficiente físico Edson Craveiro Santos e sua esposa, Carina Martins Modesto, e o estudante Leonardo Alves.
Segundo o promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, que é autor do inquérito, já havia sido percebido que há algum tempo vêm sendo divulgados pelos jornais casos de crimes praticados por militares. “Esses crimes têm acontecido com frequência. E, pelo que pude perceber, nada é feito para solucioná-lo. Não vejo investigação nem punição para os militares”, argumentou o promotor.
Ele afirma que apenas no mês de maio foram realizados cinco flagrantes contra policiais militares por extorsão.
O maior incentivo para que a promotoria tomasse a frente do caso foi perceber que a Corregedoria da PM não realizava nenhum tipo de investigação. “Se esses militares comentem esse ou qualquer outro tipo de crime, precisam ser investigados e punidos com o vigor das leis e da justiça.
Não podem ficar impunes e continuar agindo dessa forma”, comenta Armando Brasil.Por não ter os nomes dos PMs, Armando Brasil enviou uma solicitação para que as vítimas dos crimes fossem ouvidas e os suspeitos, identificados. “A Corregedoria já foi informada sobre o inquérito.
Agora, o papel deles é ouvir as vítimas, identificar os acusados e depois enviar uma peça informativa para o MPM”, explicou.
A Corregedoria da PM tem um prazo de 40 dias para confeccionar uma resposta do inquérito. Após isso, se for comprovada a materialidade do crime, a promotoria vai decidir se os acusados serão processados e até expulsos da Polícia Militar.
O DIÁRIO tentou contato com a assessoria de imprensa da PM, mas ninguém foi encontrado.
(Diário do Pará)
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