Um crime com indícios de “acerto de contas”, segundo a polícia, assustou moradores do bairro do Curió-Utinga, em Belém. Na madrugada de quarta-feira (13), Alex Vaz de Lima, 18 anos, foi morto a tiros, na esquina da avenida João Paulo II com a passagem Virginia, após voltar de uma festa realizada numa casa de shows no bairro do Marco. De acordo com testemunhas, a vítima teria brigado com dois homens minutos antes do crime e sofrido ameaça de morte na frente de várias pessoas.
“Eu não sei o motivo, mas, assim que o Alex saiu da festa, ele discutiu com dois homens que estavam numa motocicleta estacionada em frente à casa de shows. Depois disso, a vítima e os dois homens foram para as vias de fato e chegaram a ter uma luta corporal. Foi aqui que os acusados saíram e ameaçaram voltar para matar ele. E não demorou muito para eles cumprirem a promessa”, revelou um vizinho da vítima, que prefere não ser identificado.
Segundo os policiais militares que faziam a segurança da cena do crime, o jovem possuía envolvimento com o tráfico de drogas e já teria sido apreendido várias vezes quando ainda era adolescente. “De acordo com o que nós apuramos no local, a vítima era conhecida por cometer pequenos delitos na área. No caso dessa briga que resultou na morte dele, não sabemos ainda qual foi o motivo da discussão. Mas tudo indica que a vítima estava bastante alterada, pois, provavelmente, tinha consumido bebida alcoólica na festa”, relatou o cabo PM Lopes, da 2ª Companhia do 1º Batalhão da PM.
A avó de Alex, Luci Vaz de Lima, 65 anos, confirmou a versão apresentada pela polícia. Segundo ela, o jovem já teve passagem pela Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) e era acostumado a sair de casa sem avisar para onde ia. “Sabe como é jovem, não é? Muitas vezes eu não fazia ideia de onde ele estava. Hoje (ontem), por exemplo, eu sabia que ele estava numa festa, mas não sabia em que lugar”, afirmou a avó da vítima, muito abalada com a situação.
Peritos do Instituto Médico Legal e policiais civis da Divisão de Homicídios estiveram no local. Para a polícia, a hipótese mais provável é que o crime tenha sido motivado por “acerto de contas”. “Mas isso só poderá ser afirmado após o fim das investigações”, disse um investigador da DH. O caso foi registrado na Central de Flagrantes da Seccional Urbana de São Brás.
(Diário do Pará)
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