Latrocínio para a família; possível “acerto de contas” para a polícia. O fato é que Ozeias Costa Cardoso, 37 anos, mais conhecido como “Pequenino”, foi assassinado com cinco tiros por volta das 23h de anteontem na passagem São Sebastião, bairro da Sacramenta. Um homem desconhecido numa bicicleta teria efetuado os disparos.
Segundo a esposa dele, Valdenice Mendes Lima, ele trabalhava com ela vendendo churrasco próximo ao canal São Joaquim. “Ele foi deixar comida para o meu filho, que não é filho dele também, mas ele considerava como se fosse. Aí eu só ouvi os tiros. Nunca imaginava que fosse no meu marido”, relatou.
A família suspeitou de latrocínio uma vez que ele estaria de bicicleta e com um celular, e nenhum nem outro objeto estavam na cena do crime que presenciavam. “Me diz, meu Deus que não é ele que está jogado ali no chão. Eu o protegia tanto. Toda vez que ele vinha pro lado dessa rua eu ficava preocupada. Só dormia quando ele voltava”, gritou desesperada a viúva ao contemplar o corpo do companheiro tombado diante dela e de dezenas de curiosos. Um projétil ainda foi encontrado pelos peritos ao lado do corpo. Servidores da Polícia Civil disseram que somente um exame de micro-balística pode determinar o calibre da arma utilizada.
A OUTRA VERSÃO
“Pequenino” era um conhecido traficante da região. Pela forma como se deu a morte; pela quantidade de tiros, tudo indica que tenha sido ‘acerto de contas’ por algo que certamente ele devia”, argumentou o cabo Daniel, da 1ª Companhia da Polícia Militar. Para o PM, a possibilidade de que tenha sido latrocínio é quase nula.
“Depois do telefonema o assassino fingiu que ia comprar drogas, o chamou para a passagem São Sebastião e no meio do caminho atirou. Tanto prova que um dos tiros pegou na mão dele, porque ele ainda tentou se defender dos tiros ao perceber a emboscada”, detalhou uma testemunha.
A testemunha ainda disse que a bicicleta da vítima não teria sido levada pelo atirador. Um vizinho a teria recolhido para que não fosse levada por ninguém durante o corre-corre que se formou no local, para que ela fosse devolvida à família logo que tudo passasse. A testemunha não soube falar do celular, que não foi encontrado pela perícia, e que a família alega que estaria com ele.
“A família diz que o ‘Pequenino’ não tinha problemas com ninguém, mas se ele não tivesse será que ele teria sido morto assim?”, ponderou o delegado Vicente Gomes, da Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar