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POLÍCIA

Adolescente é agredido dentro de escola

Eu não espanco meu filho e não aceito que ninguém faça”. Este foi o desabafo de um morador do bairro da Guanabara quando da chegada do DIÁRIO à Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo Neves, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.Nossa equipe

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Eu não espanco meu filho e não aceito que ninguém faça”. Este foi o desabafo de um morador do bairro da Guanabara quando da chegada do DIÁRIO à Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo Neves, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.
Nossa equipe foi acionada pelo pai de um adolescente de 13 anos, que diz ter sido espancado a socos dentro da sala de aula por um grupo de adolescentes, entre eles um praticante de artes marciais, que deu o soco que deixou o rosto do garoto com hematomas.

Tudo começou quando duas turmas de séries diferentes ficaram juntas em uma só sala. “Eles começaram a bater na minha cabeça e eu reclamei, tendo um deles me acertado o rosto com um soco”, informou o menino ao cabo Ednelson da viatura 8141, pertencente à 17ª Aisp. Segundo os colegas de turma, a professora que ia dar aula estava entrando na sala quando presenciou a agressão, separando os adolescentes. O pai do garoto agredido estava inconformado com a situação e informou que ia procurar seus direitos na polícia.

Com o rosto inchado e hematomas no olho esquerdo, a vítima foi levada para uma unidade de saúde no bairro da Guanabara para receber atendimento enquanto seu pai se dirigiu à Seccional Urbana da Marambaia, onde registrou um Boletim de Ocorrência, narrando detalhes da agressão. Na escola, ninguém da direção quis falar com o DIÁRIO. A diretora, identificada apenas como Maria Vasconcelos, mandou informar pelo segurança que não ia se manifestar, fato confirmado pelo soldado Helden, da 17ª Área Integrada de Segurança Pública. Alunos reclamam da situação de violência na escola Tancredo Neves. “Isto aqui é uma bagunça, principalmente nos turnos vespertino e noturno. Há brigas entre alunos e ninguém da direção faz nada”, reclamou uma aluna que presenciou a agressão.

Com relação ao agressor, uma testemunha ouvida pelo DIÁRIO informou que o mesmo, apesar da idade, tem um histórico de brigas e agressões no colégio. “Nós soubemos que ele luta boxe e, por esta razão, quer espancar os colegas na escola”, disse.
Durante a permanência do DIÁRIO em frente à escola Tancredo Neves, os portões foram fechados e apenas o cabo Ednelson teve acesso para conversar com a diretora e tomar conhecimento do que ocorrera lá dentro.

(Diário do Pará)

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