Na madrugada de quarta-feira (13), um incêndio numa loja de tecidos, na avenida Magalhães Barata, entre as travessas Nove de Janeiro e Três de Maio, no bairro de Nazaré, em Belém, assustou moradores da área. Segundo o gerente do estabelecimento, que mora dentro da loja atingida, o sinistro começou por volta das 4:30h e se alastrou rapidamente pelos mostruários de tecidos espalhados pelo local. “Foi tudo muito rápido, eu comecei a sentir aquele cheiro de queimado, mas acabei não ligando muito. Só fui me dar conta do perigo quando o meu cachorro, que também dorme na loja, começou a latir desesperadamente. Foi aí que eu percebi o risco que estava correndo”, revelou Cleber Vieira, gerente da loja.
Com o susto, Cleber, a esposa dele e o cachorro saíram do local por um buraco de ar-condicionado e foram parar num outro cômodo do prédio, que além da loja, também abriga uma boate. “Como tivemos acesso pelo outro lado do casarão, sem passar pelo meio do fogo foi mais fácil fugir e pedir ajuda”, afirmou o gerente. Apesar da situação de perigo, nenhum dos moradores do estabelecimento, que fica num prédio antigo, em estilo barroco, ficou ferido.
O fogo só parou com a chegada de homens do Corpo de Bombeiros, que utilizaram cinco viaturas e mais um caminhão pipa para controlar o sinistro. “A nossa equipe conseguiu agir de forma muito rápida e controlamos o fogo antes que ele pudesse tomar proporções maiores se deslocando para outros cômodos do prédio. E graças a isso, o prejuízo foi apenas material”, afirmou o major Nobre, comandante da operação.
Segundo o major, a falta de manutenção da rede elétrica do local pode ter sido a causa do incidente. “Tudo levar a crer que o sinistro foi motivado por um curto-circuito, já que além da falta de manutenção da rede, existia fiação elétrica exposta no cômodo atingido. Fora isso, a existência de materias inflamáveis facilitou ainda mais a ação do fogo no local”, explicou o comandante do efetivo, que contou com a ajuda de 25 homens do Corpo de Bombeiros.
O trabalho para conter o fogo durou cerca de 20 minutos. Peritos do Instituto Renato Chaves estiveram no local para analisar as causas do incêndio. Segundo os peritos, apesar dos fortes indícios de curto-circuito, somente o laudo emitido pelo IML poderá afirmar as reais causas do sinistro.
(Diário do Pará)
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