Uma tentativa frustrada de assalto, na madrugada de ontem, em frente à sede campestre da Assembleia Paraense, na avenida Almirante Barroso, resultou na prisão de Angelo Marques Sodré, 23 anos. De acordo com testemunhas, o jovem estava na companhia de mais dois comparsas jogando pedras em veículos que passavam pelo local, na tentativa de parar os carros para efetuar o assalto. “Esse grupo é acostumado a fazer isso aqui na área. É só chegar a madrugada e diminuir o fluxo de carros na rua, que eles começam a jogar pedras nos para-brisas dos veículos que passam por aqui. A intenção é que o motorista pare, saia do carro para checar o estrago e seja assaltado pelo grupo”, explicou um vendedor de lanches que trabalha próximo ao local.
“Foi numa dessas tentativas que eles apedrejaram o para-brisa do meu carro. Foi tudo muito rápido. Eu seguia com meu primo e mais dois amigos, tranquilamente pela Almirante Barroso no sentido Icoaraci, quando vi aqueles homens, jogando uma pedra em nossa direção”, afirmou motorista Elton Roberto, 27 anos, que conduzia um veículo Fox.
O carro teve o para-brisa todo depredado e a pedra ainda atingiu parte do capô do veículo. Segundo Elton, assim que os suspeitos perceberam que eram quatro homens que estavam dentro do Fox, todos começaram a correr. “Nós saímos atrás deles na mesma na hora, mas como eles foram correndo em direção da mata do Batalhão Ambiental, na avenida João Paulo II, dois deles ainda escaparam e só conseguimos pegar um”, explicou.
As vítimas ainda contaram com a ajuda de militares do Batalhão de Polícia Ambiental que faziam a vigilância da área. “Assim que percebemos toda aquela movimentação em frente ao quartel do Batalhão Ambiental, fomos até aquele grupo de pessoas e encontramos os quatros amigos com o acusado”, revelou o cabo Jerry, do BPA, que encaminhou o suspeito e as vítimas para a Central de Flagrantes de São Brás.
Na seccional, o suspeito negou ter participação no crime, mas admitiu que estava junto com os dois homens que teriam depredado o veículo. “Esses dois caras que jogaram a pedra no carro são meus amigos, sim. A gente estava bebendo junto a noite toda, mas essa história de jogar pedra no carro para depois assaltar eu não tenho nada a ver”, alegou.
Com a boca sangrando, devido a agressão que afirmou ter sofrido dos jovens que estavam no carro, Angelo disse que entendia a reação de raiva das vítimas e pediu para que não fosse feito nenhum procedimento na seccional. “Eu não tenho medo de ser preso. Mas é bom, evitar, não é?”, declarou o suspeito. “Eu sei que o certo não é fazer justiça com as próprias mãos, mas na hora que saímos atrás dele a raiva foi tanta que eu não aguentei e admito sim, que dei um soco nele. Além do prejuízo material, essa pedra poderia ter atingindo qualquer um de nós e ainda ter causado um acidente”, disse um dos jovens que estava de carona no veículo.
O caso foi registrado pelo delegado Paulo Guilherme. Segundo ele, o suspeito será autuado por dano civil e será responsabilizado pelo prejuízo causado ao dono do carro. Em relação a denúncia de um grupo que age na Almirante Barroso, depredando veículos para realizar assaltos, o delegado disse que a informação só pode ser levada a diante com a apresentação de provas.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar