Uma quadrilha de assaltantes a banco foi presa em flagrante na tarde de quinta-feira (14). Entre eles estão Walace Correa Amaral, 25 anos, o “Gordinho”, e Nicivaldo Sena Nascimento, 26 anos, mais conhecido como “Márcio Lut”, acusados de explodir um caixa eletrônico no município de Moju, em maio último. O grupo contava ainda com a participação de Lindoaldo Visgueira Martins, o “Cuia”, que coordenava a quadrilha por telefone, direto do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará (CRPP-III).
A polícia encontrou com o grupo três bananas de dinamite e material que seria usado para cortar caixas eletrônicos. Segundo o delegado Ivanildo Santos, diretor da Divisão de Repressão ao Crime Organizado, “a DRCO iniciou as investigações há um mês, logo após o assalto a uma agência bancária de Moju. Na ocasião, quatro homens levaram R$ 70 mil de um caixa eletrônico após fazer um funcionário refém”, relembrou.
IDENTIFICAÇÃO
Os suspeitos foram identificados através do circuito interno da agência. “Detectamos que parte do grupo se aliou a outra quadrilha chefiada por um assaltante que encontra-se preso. Era ele quem orientava os outros três onde adquirir explosivos e como fazer a explosão”, revelou o delegado Ivanildo Santos, diretor da DRCO.
A prisão ocorreu às 12h de ontem. “Gordinho” e “Márcio Lut” já estavam com a prisão preventiva decretada pelo assalto praticado em Moju. Carpegiane Correa Pantoja, 32 anos, é acusado de conseguir os explosivos, por intermédio de Lindoaldo.
ANTECIPAÇÃO
“Eles tinham refeito a quadrilha e planejavam explodir outro caixa eletrônico no interior do Estado”, afirmou o delegado Ivanildo. De acordo com ele, em virtude deste fato, a polícia precisou antecipar a operação que resultou na prisão na quadrilha.
“Márcio Lut” foi preso em casa, em Icoaraci. Já “Gordinho” e “Carpegiane” foram pegos na rua. “Cuia” foi encaminhado à DRCO para ser lavrado o flagrante. A ação foi coordenada pelo delegado Ocimar Nascimento e contou com o apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). Todos foram autuados em flagrante por formação de quadrilha e porte ilegal de explosivo e munição. Contra “Márcio Lut” e “Gordinho” ainda pesa a acusação de roubo qualificado. Os acusados não quiseram falar com a equipe de reportagem.
(Diário do Pará)
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