A irresponsabilidade de quem utiliza cavalos e jegues para carregar materiais de construção civil vendidos em estâncias e depois, quando não servem mais, os soltam pela rua, fez com que um cavalo passasse cerca de 50 minutos agonizando de dor até finalmente morrer sobre o asfalto na rodovia BR-316, próximo à barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Ananindeua, depois de ser atropelado por um Voyage preto.
O motorista, que solicitou que fosse resguardada a sua privacidade, disse que vinha de Santa Izabel, quando avistou o cavalo atravessando a rodovia. Um carro que vinha à frente desviou e o cavalo acabou seguindo em direção ao carro que ele dirigia. “Quanto mais eu tentava tirar dele, mais ele vinha em minha direção, até que acabei batendo nele com a lateral do carro”, relatou.
A batida fez com que o animal ficasse estirado no chão, agonizando de dor e emitindo um som baixo e triste, enquanto se contorcia. De 00h10 até 1h, o animal sofreu. Três agentes da PRF estavam no local. Um deles era a favor do sacrifício do animal, mas dois deles, alegando que não era de sua competência decidir sobre sacrificar ou não o cavalo, decidiram acionar o Centro Integrado de Operações (CIOP), para que fossem tomadas as medidas legais.
Mas nem um tipo de resgate chegou a tempo de ao menos aliviar o sofrimento do quadrúpede. “Ele provavelmente era de uma estância do Distrito Industrial ou da estrada do Maguari. Muitos deles vêm pela [rua] Dona Ana, que liga a BR ao Distrito”, contou o mecânico José Moutinho, 48 anos, dono de uma oficina localizada bem em frente do local do acidente. Ele, assim como várias pessoas que diminuíam a velocidade dos veículos, testemunhou o desfecho de mais um triste capítulo de desrespeito aos animais. (Diário do Pará)
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