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POLÍCIA

Familiares de PM morto sofrem com ameaças

Se não bastasse ter perdido um membro da família, os parentes e testemunhas do homicídio que vitimou o sargento da Polícia Militar Reginaldo Potter, ocorrido na localidade de Vila do Carmo, em Santa Izabel do Pará, há dois meses, estão sofrendo atentados

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Se não bastasse ter perdido um membro da família, os parentes e testemunhas do homicídio que vitimou o sargento da Polícia Militar Reginaldo Potter, ocorrido na localidade de Vila do Carmo, em Santa Izabel do Pará, há dois meses, estão sofrendo atentados a bala nesta localidade.

Logo após a prisão dos indiciados pelo crime, no espaço de uma semana, familiares do policial assassinado foram vítimas de dois atentados a bala na residência e comércio da família Potter, na Vila do Carmo, às margens da PA-140, em Santa Izabel do Pará.

Muito assustado, um membro da família, que estava nas duas situações, relatou com exclusividade ao DIÁRIO os momentos de terror que a família viveu nas mãos dos criminosos, que chegaram atirando no local.

O primeiro atentado aconteceu em uma quarta-feira à noite. Dois homens em uma motocicleta preta, sem placas, chegaram ao local e dispararam primeiro contra as lâmpadas fluorescentes e depois contra um rapaz que fugiu para os fundos da casa.

Em seguida, os homens colocaram os membros da família na parede, fazendo uma busca em documentos como se estivessem tentando identificar alguém. Depois, com ameaças de que voltariam para “queimar tudo”, eles fugiram tomando o rumo da cidade de Santa Izabel do Pará.

Três dias depois, uma nova investida foi feita durante o dia e, pelas características, os mesmos bandidos chegaram atirando contra um cachorro que serve de guarda, na humilde casa. Depois gritaram que iriam voltar atrás de alguém na casa.

Segundo o subtenente Potter, irmão do policial assassinado no local, os criminosos podem estar atrás das testemunhas que irão depor na Justiça, uma vez que os homens que executaram o policial e mais um homem que estava no local, estão presos graças ao trabalho da Divisão de Homicídios, tendo a frente à delegada Claudia Renata Guedes.

ENTENDA O CASO

O sargento da Polícia Militar que era lotado no Cipoe, Reginaldo Potter, foi assassinado a bala, ao intervir em uma execução que foi vítima também Clodomir da Silva Assis, conhecido como “Júnior”, em um balneário na Vila do Carmo, às margens do rio Itá, no Km-18 da rodovia PA-140, estrada que liga os municípios de Santa Izabel do Pará a Bujaru.

As informações levantadas pela Divisão de Homicídios concluíram que o alvo seria Clodomir da Silva, que tinha contas acertar com a Justiça, sendo foragido de Colônia, era acusado de assalto a ônibus na rodovia PA-140 e de um homicídio.

O sargento Potter, que tinha acabado de chegar ao balneário, viu a execução de “Júnior” e, na qualidade de policial, interferiu sendo também executado com vários tiros, ficando os dois corpos expostos na frente ao balneário.

Devido à repercussão do caso, a Divisão de Homicídios assumiu as investigações e conseguiu identificar e prender os acusados de participarem do duplo homicídio.

Estão presos a disposição da Justiça Maxuel dos Santos e Diego Lima da Silva, ambos de 22 anos, que durante o inquérito foram reconhecidos por testemunhas de matarem Clodomir Assis e o sargento Reginaldo Potter. Eles foram presos depois que a juíza Raquel Rocha Mesquita, da 2ª Vara Criminal, decretou a prisão da dupla.

O trabalho de investigações e prisões foi coordenado pela delegada Claudia Guedes contou com ação decisiva dos investigadores Rogério, Frank e Almeida da Divisão de Homicídios e a parceria com a comarca de Santa Izabel do Pará.

PERIGOSO

Maxuel dos Santos é considerado um elemento de alta periculosidade e está sendo investigado por outros homicídios. O DIÁRIO teve acesso a uma testemunha que ouviu outro elemento ligado a Maxuel dizer em Santa Izabel, que ele estaria esperando um alvará. “Maxuel é o cara e assim que sair o bicho vai pegar lá na Vila do Carmo”, teria comentado o bandido.

Para a Polícia Militar, os atentados que vem sofrendo a família Potter pode, estar ligado à prisão tanto de Maxuel como de Diego. (Diário do Pará)

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