Muito pânico, medo e humilhação. Por cerca de uma hora uma família no bairro da Marambaia, passou na mira de quatro assaltantes armados que exigiam dinheiro e bens materiais. Objetos como eletrodomésticos, celulares e notebooks foram levados pelos homens.
O assalto aconteceu na rua Afuá, no conjunto Médice, em Belém. Esposa, marido, dois filhos do casal, o sogro da esposa e mais quatro empregados foram alvos da ação criminosa dos bandidos, que segundo os moradores, é constante na área.
Ação
“Quando eu fui tentar me defender, ele puxou um 38 e disse ‘não faz nada, se tu disser alguma coisa, olha aqui’, e esfregou a arma na minha cabeça. Foi então que o meu filho veio, já com as mãos levantadas e mandou eu, meu filho e os dois pedreiros sentarem no chão. Os outros três homens entraram logo atrás”, contou o idoso de 63 anos, pai do dono a residência, ao ser abordado pelos assaltantes por volta das 10h manhã.
A mulher, os filhos e as duas empregadas também ficaram presas dentro do quarto, sob a mira de um dos bandidos, enquanto que os outros comparsas se espalharam pela casa. “Eles reviraram toda a minha casa, levaram duas TVs, minhas joias, celulares de todos da casa e ainda notebooks”, relatou a mulher.
“Todos quatro estavam armados. Eles humilharam muito a gente. Acredito que eles estavam de carro, por que enquanto eles carregavam as coisas, eles falavam muito em uma ‘kombi’. Eu não prestei atenção em nenhum veículo, quando o primeiro me abordou. Não tinha como eles levarem TVs, por exemplo, se estivessem a pé”, revelou o sogro.
Reforço
Sob o comando do tenente coronel Thalles, da 3ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar, várias viaturas e reforço da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) foram em busca dos possíveis acusados. Ainda no final da manhã e durante a tarde de ontem, os policiais tentaram fazer as devidas apreensões. Alguns suspeitos foram apreendidos, mas foram liberados pela polícia pelo não reconhecimento das vítimas. “Iremos fazer as buscas em locais estratégicos e ficaremos em diligência no caso”, disse o tenente.
(Diário do Pará)
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