Na manhã de quarta-feira (20), duas pessoas prestaram depoimento na Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) sobre o caso do menino Kelvys, do município de Cotijuba, que teria falecido no hospital Abelardo Santos, distrito de Icoaraci, e acordado durante o próprio velório.
As informações colhidas pelo delegado Rogério Moraes foram de uma técnica de enfermagem do hospital e do maqueiro Carlos Damasceno, que carregou o corpo do menino da sala onde ele faleceu até o necrotério. Eles foram as pessoas que tiveram contato manual com o garoto, após ele ser dado como morto.
A técnica não quis falar com a imprensa, mas Carlos Damasceno disse que ele carregou o menino já morto, dentro do saco, e que não viu a fisionomia de Kelvys, somente transportou o corpo até o necrotério.
“As pessoas que prestaram depoimento tiveram extrema importância para as investigações. Pelas informações colhidas, o menino não apresentava nenhum sinal de vida, mas isso não quer dizer que o caso está encerrado. As investigações continuam”, disse o delegado.
DEPOIMENTOS
A técnica de enfermagem Benedita Maia foi a primeira a conversar com o delegado. Segundo ele, no depoimento da profissional, ela relatou tudo que aconteceu durante o plantão, do início ao fim, até a morte de Kelvys. “Ao entrar de plantão, ela disse que estava ciente de que havia uma criança na enfermaria e outra na sala de pacientes graves. Kelvys estava na enfermaria. Ele já tinha sido submetido ao aerosol e oxigênio e foi encaminhado para a sala de graves, a fim de ser reanimado. Mesmo com as tentativas, ele não teria resistido”, revelou.
“Segundo as informações prestadas pelo maqueiro, o corpo do menino apresentava rigidez, um sinal de falecimento”, contou o delegado, que informou ainda que um homem não identificado ainda vai prestar depoimento. Ele teria feito o translado do corpo do necrotério até o porto de Icoaraci, para ser levado à Ilha de Cotijuba, onde a família do menino mora. Caso necessário, o delegado ainda ouvirá depoimento de familiares da vítima.
EXUMAÇÃO
Moraes disse que o Ministério Público já deu parecer favorável à exumação do corpo de Kelvys e que o juiz ainda deverá decretar a medida, que será executada pelos peritos do Instituto Médico Legal. “Precisamos disso, que é de suma importância para o processo. Esperamos que o laudo contribua para a nossa investigação”, concluiu.
(Diário do Pará)
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