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POLÍCIA

Homem é morto a tiros no Jurunas

Um ex-presidiário foi morto a tiros, na madrugada de quinta-feira (21), no bairro do Jurunas, em Belém. O crime foi o terceiro homicídio em menos de cinco horas registrado pela polícia na Região Metropolitana. Alexsandro Silva e Souza, 35 anos, vulgo “Ma

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Um ex-presidiário foi morto a tiros, na madrugada de quinta-feira (21), no bairro do Jurunas, em Belém. O crime foi o terceiro homicídio em menos de cinco horas registrado pela polícia na Região Metropolitana.

Alexsandro Silva e Souza, 35 anos, vulgo “Maisena”, foi assassinado por volta das 5h de quinta-feira, na passagem Jacó, entre a avenida Engenheiro Fernando Guilhon e Praça Helena Dias. De acordo com a polícia, a vítima tinha envolvimento com tráfico de drogas e com vários assaltos no bairro. “Pelas primeiras informações que nós colhemos, tudo leva a crer que esse foi mais um homicídio motivado por acerto de contas ligado ao tráfico de drogas, que é muito forte na área”, afirmou um policial militar da Aisp, que fazia a segurança do local do crime.

Segundo o padrasto de Alexsandro, José da Silva, 67, a vítima tinha saído a pouco tempo do complexo penitenciário de Americano, no município de Santa Izabel, onde cumpria pena por roubo qualificado. “Apesar dele ser meu enteado, eu vou falar a verdade. O Alexsandro não era ‘flor que se cheirasse’. Mesmo depois de sair da prisão, ele vivia com camaradagem e envolvido em práticas de assalto no bairro. Eu cansei de dar conselho para ele largar essa vida errada, mas ele não ouvia. E, agora, olha só o resultado. Essa morte, provavelmente, tem ligação com os crimes que ele fazia na área”, afirmou o padrasto.

No local, prevaleceu a lei do silêncio. Moradores disseram apenas ter ouvido três disparos por volta das 5h. “Quando os vizinhos saíram de casa, só encontram o corpo no chão”, revelou uma mulher que prefere manter o anonimato. Para os policiais da Divisão de Homicídios que estiveram na área, o crime tem claros indícios de acerto de contas.

“Ainda é cedo para se afirmar qualquer coisa, mas após os primeiros levantamentos feitos na área, a hipótese mais provável é que o homicídio tenha se motivado por acerto de contas. Mas isso não impede que a polícia assuma outras linhas de investigação”, afirmou o delegado Vicente Gomes, da Divisão de Homicídios.

O caso foi registrado na Seccional Urbana da Cremação.

(Diário do Pará)

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