Carlos Alberto Alves dos Reis, 27 anos, foi assassinado com quatro tiros por volta das 23h de quarta-feira (20), no cruzamento entre as ruas Pioneiro e Clodomir Begot, mais conhecida como rua do Linhão, no residencial Nova Esperança, em Ananindeua. A vítima, que residia na rua Benevides, em Marituba, teria sido atraída por um telefonema até o local do crime, dirigindo um Fiat Uno branco, que teria comprado recentemente de uma tia.
Segundo uma testemunha ocular, que não quis se identificar por questão de segurança, três homens teriam participado do crime. Após os disparos, dois deles teriam corrido sob os cabos de alta tenção do limão em direção a avenida Mário Covas e o outro no sentido da Cidade Nova. A polícia desconfia de armadilha premeditada, popularmente conhecida, como “casinha”. Antes de fugirem, o bando provavelmente ainda roubou Carlos, pois nenhuma carteira ou porta-cédulas foi encontrada com ele.
A VTR 8106, sob o comando do cabo Rui, foi a primeira a chegar ao local. “Nós conseguimos saber o nome e outras informações da vítima porque o celular dele tocou e quando atendemos era o irmão. Ele disse que o irmão saiu de casa dizendo que vinha comprar peças para o carro”, relatou o soldado Hugo.
NO INTERVALO DO JOGO
Curiosamente, o homicídio foi cometido no intervalo do jogo entre Corinthians e Santos. Segundo testemunhas, Carlos teria ido até o local onde morreria depois de assistir todo o primeiro tempo num bar, localizado na avenida Independência, perto dali.
O trabalho da perícia criminal apurou que os executores possuíam boa mira, pois dos quatro disparos, três atingiram a boca – um dos tiros quebrou parte da dentadura de Carlos, inclusive. “A característica dos projéteis apresentaram um poder muito mais invasivo do que evasivo. Ou seja, os tiros foram disparados a uma distância não muito grande, mas nenhum tiro atravessou o corpo da vítima. Isso é uma característica dos tiros de Ponto 40”, argumentou o perito do Instituto Médico Legal (IML), Hamilton Albuquerque de Almeida. Esse tipo de pistola deveria ser de uso exclusivo dos servidores de segurança pública do Estado.
O carro da vítima não foi mexido, mas tudo indica que é parte importante do caso. Além de ter um aparelho sonoro potente instalado no porta-malas, a polícia encontrou dentro do veículo duas placas com numeração diferentes. “Além disso, o número da placa do carro divergia com a que estava registrada no documento do carro encontrado dentro do porta-luvas”, informou o delegado Vicente Gomes, da Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
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