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POLÍCIA

Número de vítimas fatais dobrou em três anos

Imprudência, falta de equipamentos de segurança, desrespeito às leis de trânsito e a vida por um fio, podendo acabar em um erro de segundos. “É realmente uma epidemia.”. É assim que o secretário de Saúde Pública do Estado, Hélio Franco, classifica o númer

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Imprudência, falta de equipamentos de segurança, desrespeito às leis de trânsito e a vida por um fio, podendo acabar em um erro de segundos. “É realmente uma epidemia.”. É assim que o secretário de Saúde Pública do Estado, Hélio Franco, classifica o número cada vez maior de vítimas fatais e acidentados em decorrência de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Segundo dados do Ministério da Saúde, os custos de internações pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pularam de R$ 46 milhões, em 2008, para R$ 96 milhões no último ano, a fim de atender a demanda crescente do tratamento de acidentados.
“Eu ainda acho que os números do ministério estão baixos. Só ano passado, nós investimos cerca de R$ 20 milhões. O Hospital Metropolitano recebeu, aproximadamente, 2.100 acidentados. Um custo de R$ 10 mil por pessoa”, revela o secretário.

O crescimento econômico do país dos últimos anos, que possibilitou o acesso à renda a uma parcela cada vez maior da população; a facilidade das linhas de crédito e o preço baixo são os principais fatores que contribuíram para a ampliação da frota de motocicletas e o consequente aumento no número de acidentes em todo o Brasil. “A moto, por si só, não é o problema. É um veículo fantástico. O problema é composto por três fatores: irresponsabilidade, imperícia e imprudência”, afirma Hélio Franco.

De acordo com o secretário, as consequências do grande número de acidentados vão muito além dos altos gastos na saúde pública. “É um problema econômico, previdenciário, porque muitos ganham direito a aposentadoria por invalidez, de saúde e familiar. Muitas famílias precisam deslocar, pelo menos, um membro para dar apoio e suporte ao acidentado quando ele fica com sequelas graves, isso também acaba tendo um impacto na economia”, explica.

INTERNAÇÃO
Ainda segundo Hélio Franco, os acessos a leitos de UTI e cirurgias eletivas são serviços prejudicados por conta do grande número de acidentados nos hospitais, onde o tempo de internação varia de 15 a 20 dias.

“A moto precisa obedecer a mesma regra que os veículos de quatro rodas e andar na faixa. Não existe corredor central para motocicletas”, alerta o instrutor de autoescola Sérgio Luiz dos Santos. De acordo com o instrutor, a falta de cuidados dos motoristas e o não uso de equipamentos de segurança contribuem exponencialmente para aumentar a gravidade dos acidentes. “Agora que vai começar a época de férias, por exemplo, não custa muito a pessoa gastar R$ 13 e colocar uma antena na moto para prevenir acidentes com linhas de pipas”, dá a dica Sérgio.

Belém, Ananindeua e Barcarena são as únicas exceções. Segundo o coordenador de planejamento do Detran, Carlos Valente, nas demais cidades paraenses, a frota de motos já é maior que a de carros e a faixa etária das vítimas se concentra entre 18 e 59 anos, 45%. O número de acidentes com vítimas fatais, em todo o Estado, pulou de 627 em 2010 para, aproximadamente, 770 no último ano, segundo o Detran. Em 2008, o número foi de 374 mortos.

(Diário do Pará)

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