Encomendado. Como não bastasse ter sido espancado antes de levar sete tiros, a prova do acerto foi a orelha decepada de Wagnercley Nogueira Oliveira, de apenas 21 anos. Foi dessa forma, sem camisa, com um lado do tênis espalhado e de bruços em meio a lama e ao mato, que o mototaxista, foi encontrado na manhã de ontem (22) no bairro do Novo Horizonte II, em Marituba, região metropolitana de Belém.
O assassinato cruel do rapaz deixou a população de boca fechada. O silêncio de quem ainda teria escutado tiros vindos daquela região, próximo ao terreno de uma empresa particular de engenharia por volta das 22h da última quinta-feira, atrapalha as investigações da polícia e a punição dos criminosos.
Pela forma que o rapaz, filho de um policial militar foi morto, não há possibilidades de ter sido apenas uma pessoa. A moto do jovem foi encontrada alguns metros de distância.
Segundo os peritos do Instituto Médico Legal, provavelmente o crime não aconteceu no local onde ele foi encontrado. Sete tiros e a orelha arrancada, intriga os policiais. “Ele não tinha passagem pela polícia, mas tinha envolvimento com drogas na região”, revelou o sargento Alcides, da 22ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP).
Pelas poucas informações que o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios apurou, vizinhos da área conhecida como “Vai Quem Quer” teriam escutado tiros naquela região, mas que desconfiaram ser bombinhas de São João.
O pai da vítima, contou aos policiais que teria recebido uma ligação do filho por volta das 23h, mais um motivo que intriga os policiais. “Pela manhã, logo cedo, a mãe do rapaz registrou na delegacia o desaparecimento do filho”, contou outro sargento, Silveira, também da 22ª AISP.
No bolso do rapaz foi encontrada a carteira de habilitação e R$ 20,00, mais um indício que o assassino não queria roubá-lo, pois a moto foi abandonada próximo ao local do crime.
Os peritos não encontraram no local o órgão decapitado. Os policiais da DH investigarão o caso.
“Ele não tinha passagem pela polícia, mas tinha envolvimento com drogas na região”.
(Diário do Pará)
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