Iniciou na tarde desta quarta-feira (27) o julgamento do eletricista Nilson Nascimento Cordovil, de 32 anos, pela acusação da morte de uma criança de 3 anos, sobrinho de sua ex-namorada Arlenice Bentes Sacramento, e tentativa de assassinato praticada contra a ex-cunhada Alana Sacramento e Ilma Pereira Leal, a babá do menino portador de necessidades especiais. Os crimes aconteceram em abril de 2009.
Durante a manhã de hoje foram ouvidas seis testemunhas, entre elas as duas vítimas sobreviventes (a ex-cunhada e a babá do menino ferido mortalmente). Outro depoimento prestado no júri foi da ex-namorada. Ela escapou do baleamento por ter saído de casa e procurado um abrigo para vítimas de violência, cujo endereço é mantido em sigilo. Ainda muito abaladas pela perda, a mãe e tia do menino comoveram todos os presentes no plenário do júri, que acompanham a sessão: estudantes, integrantes do Movida e familiares das vítimas.
Ao prestar declarações perante os jurados as irmãs, a ex-namorada e a mãe da criança morta, que não conseguiram esconder a dor da perda pela criança, comovendo todos os que estão acompanhando a sessão de júri: estudantes, integrantes do Movida e familiares das vítimas. A babá da criança, também atingida pelos disparos da arma de fogo prestou declarações na qualidade de testemunha vítima. Todos os depoentes reforçaram a tese acusatória que o réu chegou no local com o firme propósito de matar todos.
No interrogatório prestado perante os jurados o eletricista alegou que fora agredido pela babá e que não efetuou disparos de arma de fogo, e que sequer teria retira o revólver de sua mochila. Ele alegou que os tiros deflagrados teriam sido por conta da arma que disparou de dentro da mochila.
O julgamento foi conduzido pelo juiz Otávio dos Santos Albuquerquer. Na promotoria de justiça estiveram Mário Brasil e Sandro Garcia de Castro, titular da 2ª Vara de Violência de Belém. Em defesa do acusado está atuando o defensor público Rafael Sarges.
A sentença do julgamento estava prevista para sair ainda hoje, mas o Tribunal de Justiça do Pará (TJE/PA) não divulgou nenhuma informação sobre a secisão do juiz.
O CASO
A morte do menino de três anos aconteceu no bairro do Barreiro. Ele foi morto com um tiro no peito, atingido pelos tiros deflagrados pelo réu. Ele invadiu a casa de Arlane Bentes Sacramento para matar a irmã dela, que seria ex-namorada de Nilson. A criança atingida no tórax e morreu a caminho do hospital. Arlane dava café da manhã para o filho na entrada de casa, quando o ex-namorado da irmã apareceu, vestido de carteiro. Sem dizer nenhuma palavra, ele entrou na casa atirando. Arlane foi atingida por dois tiros nas costas e viu o filho morrer em seus braços. A babá do menino, Ilma Pereira Leal, que estava na sala no momento que o atirador entrou, foi atingida no pé. A ex-namorada de Nilson, que seria o alvo do atirador, não se encontrava na casa no momento dos tiros.
Após o crime o acusado fugiu e só após dois anos foi descoberto às proximidades do município de Mãe do Rio, no nordeste paraense. No momento em que foi capturado, o foragido da Justiça viajava em um ônibus da empresa Transbrasiliana, que vinha da cidade de Goiânia com destino a capital paraense. A prisão dele foi efetuada por policiais civis de Mãe do Rio, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Pará, que receberam informações da presença do foragido em um coletivo da empresa Transbrasiliana. (DOL, com informações do TJE/PA)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar