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POLÍCIA

Adolescente foi ao lixão para fugir de abuso

Com os pés descalços, sujos de lama, assim como a bainha da calça jeans, uma adolescente de 14 anos chegou ao prédio da RBA na madrugada de ontem trazida pelo motorista de um caminhão que faz coleta de lixo na Grande Belém. Bastante nervosa, ela alegou qu

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Com os pés descalços, sujos de lama, assim como a bainha da calça jeans, uma adolescente de 14 anos chegou ao prédio da RBA na madrugada de ontem trazida pelo motorista de um caminhão que faz coleta de lixo na Grande Belém. Bastante nervosa, ela alegou que fugiu de uma casa no bairro do Aurá que pertenceria ao do tio dela, de prenome Carlos, para onde foi trazida da comunidade de Limondeua, município de Viseu, com o intuito de que cuidasse da filha dele de 07 anos. No entanto, desde que chegou, há uma semana, ela estaria sofrendo ameaças de abuso, até que ontem ela resolveu fugir de lá na primeira distração dele.

“Ele não chegou a me tocar, mas toda noite ele bebia e queria mexer comigo. Ele ligou ontem pra conversar com a minha mãe, então eu aproveitei e pedi pra falar com ela. Contei o que estava acontecendo e ela que me orientou a fugir de lá e procurar a RBA”, declarou a adolescente. Depois de fugir da casa do tio, às 16h da última terça, ela teria andado aleatoriamente por várias ruas até que, por volta da meia noite, foi encontrada pelo motorista, que se compadeceu da história da garota e resolveu dar uma carona a ela.

Depois de deixa-la no prédio da empresa, o motorista seguiu o seu rumo sem identificar-se. A menina disse que a mãe dela havia tido 24 filhos do mesmo pai, e que a última criança teria apenas seis meses.

A Polícia Militar foi acionada e logo apareceu o cabo João que a conduziu para o prédio do Conselho Tutelar da Marambaia, onde estava fazendo plantão o conselheiro Sebastião Guerra, que atua no Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA).

O conselheiro disse que “ela está sob a proteção do Conselho Tutelar. Ela será conduzida a um abrigo enquanto averiguamos a situação. É preciso que fique claro que o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe o trabalho nessa faixa etária”.

(Diário do Pará)

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