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POLÍCIA

Caso Dayane: reconstituição elimina divergências

O bárbaro crime que foi vítima a adolescente Dayane Macedo, de 14 anos, assassinada dentro de uma mata na comunidade Santo Antônio, ramal do Araticu, município de Barcarena, Região do Baixo Tocantins, elucidado em menos de 24 horas pela Divisão de Homicíd

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O bárbaro crime que foi vítima a adolescente Dayane Macedo, de 14 anos, assassinada dentro de uma mata na comunidade Santo Antônio, ramal do Araticu, município de Barcarena, Região do Baixo Tocantins, elucidado em menos de 24 horas pela Divisão de Homicídios, terá o inquérito concluído após a reconstituição realizada pela Polícia Civil para dirimir algumas divergências nas confissões dos acusados.

O crime foi praticado pelo padrasto da adolescente Rosivan Martins Rocha, o “Baixinho ou Xeló”, em companhia do amigo Raimundo Alves, que após ingerirem bebida alcoólica pegaram a adolescente quando voltava em uma bicicleta, após deixar a irmã em uma escola municipal no ramal do Araticu.

Debaixo de um forte esquema de segurança, os indiciados pelo crime chegaram à comunidade de Santo Antonio vestidos com coletes à prova de bala e enfrentaram protestos da comunidade. “Não estamos conseguindo dormir desde que esta tragédia aconteceu. Pessoas dessas não são seres humanos” gritava Edna Paixão, moradora da comunidade Santo Antônio.

Sob o comando do delegado Vicente Gomes, que preside o inquérito policial pela Divisão de Homicídios, e da delegada Ione Coelho, do Grupo de Repreensão a Crimes Múltiplos, os assassinos chegaram em viaturas separadas.

Homens de elite do Grupo de Pronto Emprego da Polícia Civil e do Grupamento Tático da Polícia Militar, sob o comando do tenente Euller, armados com rifles e metralhadoras, se posicionaram num raio de três quilômetros, nos mais diversos acessos à comunidade e dentro da mata no percurso da reconstituição.

Desde cedo o ramal do Araticu ficou interditado para a reconstituição que durou mais de seis horas. Peritos do Instituto de Criminalística detalharam os passos da reconstituição criminal, começando a fazer todo o trajeto de Raimundo Alves que indicava o que fez naquele dia.

Baseado nos depoimentos prestados, o delegado Vicente Gomes e os investigadores da Divisão de Homicídios questionavam cada ação narrada por Raimundo Alves, sendo tudo gravado e fotografado pelos peritos Bentes e Wamilton Albuquerque, do Instituto de Criminalística.

A frieza dos acusados era visível durante a reconstituição. Raimundo Alves, com a cabeça e barba raspadas, foi o primeiro a mostrar aos policiais e peritos o que fez naquela segunda-feira fatídica. Depois foi a vez de Rosivan Martins Rocha, o padrasto da menina morta, mostrar com detalhes como praticou o crime com a ajuda do amigo. (Diário do Pará)

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