O irmão do radialista Rodrigo Vieira Emereciano, o “Mução”, de 35 anos, apresentou-se à Polícia Federal na sexta-feira (29), mas foi solto na sequência. Acompanhado do advogado, o engenheiro de computação, de 23 anos, deve responder em liberdade pelo crime de pedofilia realizado via internet, pois não houve o flagrante. Inicialmente, a PF havia prendido “Mução” pelos crimes, mas o delegado Nilson Antunes levantou a hipótese de que alguém muito próximo dele, que teria acesso à casa e às senhas, poderia ser o responsável por tudo.
“O rapaz [irmão de Mução] é engenheiro de computação e tem conhecimento aprofundado de informática. Era responsável pelo parque tecnológico da empresa, instalava softwares, tinha pleno acesso aos computadores do irmão e de outras pessoas da empresa”, disse o policial.
SOLTO
O radialista e humorista Rodrigo Vieira Emerenciano, 35 anos, conhecido como “Mução”, se disse “aliviado com o desfecho judicial, que reconheceu a minha absoluta inocência em relação às graves acusações que me foram injustamente imputadas”.
A frase estava na carta divulgada por seus advogados, Waldir Xavier e Bruno Coelho da Silveira, em coletiva de imprensa realizada no sábado (30). “Mução” preferiu não participar, segundo os advogados, para preservar sua imagem.
Seu advogado, Waldir Xavier, disse que Mução ficou magoado com a prisão e chocado com a descoberta de que o próprio irmão integrava o bando. O irmão, identificado como Bruno, confessou à PF que era o responsável pela utilização das imagens pornográficas.
De acordo com Marcelo Pires, empresário de “Mução”, o irmão é o diretor da empresa da família, a produtora BJM, e responsável pelo setor de informática, por isso tinha acesso a várias senhas do humorista. Em depoimento à PF, Bruno confessou ter usado a senha e o “e-mail” do irmão para acessar os “sites” de pornografia infantil.
Deflagrada pela PF, a operação DirtyNet teve apoio do Ministério Público Federal e da Interpol.
Foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão. Os acusados já somam 160, sendo 63 brasileiros e 97 estrangeiros. Dos brasileiros, 49 já foram identificados.
(Diário do Pará)
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