Edenilson Cerdeira de Oliveira, Marcos Henrique de Souza Braz, João Luiz de Souza Gatinho e um adolescente de 15 anos foram identificados pela Polícia Civil de Salvaterra como os responsáveis pelo assassinato do jovem Thiago Reis Assunção, de 18 anos. Os quatro foram identificados e capturados pela Polícia Civil cerca de cinco horas após o crime ter ocorrido. O diretor da delegacia de Salvaterra, delegado Victor Manfrini Braga, relata que o assassinato ocorreu na madrugada do último sábado (30), por volta da 4h.
Segundo o delegado, naquele horário o corpo de Thiago Reis Assunção havia sido encontrado em via pública. O delegado, em companhia dos investigadores Igor Oliveira Sousa, Ricardo da Purificação Oliveira, Josemar e Barata deslocaram-se até o local do crime e iniciaram a investigação.
“Encontramos rastros de sangue em uma casa localizada em uma alameda, distante 30 metros do local onde o corpo foi encontrado. No local, além do sangue, havia vestígios de uma tentativa de limpeza para apagar os sinais do crime”, revela Manfrini.
O próximo passo foi identificar e localizar o o proprietário do imóvel: João Luiz de Souza Gatinho, conhecido como “Bolo”. Aos policiais, os vizinhos de João Luiz revelaram que na noite anterior ao crime, “Bolo” passara a madrugada ingerindo bebida alcoólica na companhia de três homens. A polícia rapidamente os identificou e a partir de então iniciou as buscas pelo trio.
Por volta das 8h30, porém, os suspeitos Edenilson, Marcos Henrique e um adolescente chegaram à delegacia de Salvaterra acompanhados de uma mulher não identificada. Os três deram à autoridade uma nova versão para o crime.
Segundo eles, três homens chegaram em uma motocicleta e invadiram a casa onde Edenilson, Marcos e o adolescente estavam na companhia de João Luiz. “A vítima, na versão dos acusados, também estaria bebendo no local. Thiago teria sido levado para fora da residência e executado pelos homens que chegaram”, conta o delegado. Segundo ele, a estratégia foi uma “tentativa desesperada de fugir da prisão”. Percebendo o engodo, o delegado manteve os suspeitos na delegacia de polícia enquanto se dirigia novamente ao local do crime, que revelou justamente o contrário do que os três haviam relatado.
“Ao dar início a um novo depoimento, os suspeitos começaram a cair em contradições. Por volta das 10 horas o adolescente decidiu confessar o crime. Uma hora depois, com o encontro de uma testemunha chave, a versão apresentada por Edenilson e Marcos caiu por terra", conta o delegado, que deu voz de prisão aos acusados. “Durante os interrogatórios e termo de informações os acusados descreveram com que grau de crueldade executaram a vítima com oito golpes de faca e terçado", descreveu Manfrini.
A motivação do crime, porém, ainda não está completamente esclarecida. O assassinato teria sido o resultado de uma discussão sobre um aparelho de som, mas também pode ter sido motivado por dívida de drogas, pois segundo investigações preliminares a vítima era usuária de droga e teria uma dívida com o proprietário da casa. Os três adultos responderão por homicídio duplamente qualificado - cometido de forma cruel e por motivo fútil -, formação de quadrilha e corrupção de menores. O adolescente responderá a ato infracional pelo homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. (Polícia Civil)
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