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POLÍCIA

Ciúmes do "ex" teria motivado atropelamento

Mais duas pessoas envolvidas no acidente na madrugada do último sábado (30) no conjunto Promorar, em Val-de-Cans, prestaram depoimento na manhã de quinta-feira (5), na Seccional Urbana da Sacramenta. Gilvan Santos, 29 anos, irmão de Celisvaldo que faleceu

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Mais duas pessoas envolvidas no acidente na madrugada do último sábado (30) no conjunto Promorar, em Val-de-Cans, prestaram depoimento na manhã de quinta-feira (5), na Seccional Urbana da Sacramenta. Gilvan Santos, 29 anos, irmão de Celisvaldo que faleceu na quarta-feira devido ao acidente e Maria Ribeiro, 32 anos, viúva da vítima.

Segundo o delegado David Leão, que está à frente das investigações, as duas declarações apontam para um suposto acidente premeditado por Lucicléia dos Santos Barroso, 30 anos, a motorista que conduzia o veículo na hora da colisão.

O irmão da vítima, também namorado da adolescente atingida pelo carro, Gilvan, disse em depoimento que desde o início do namoro dele com a garota de 15 anos, Lucicléia – também conhecida como “Bia” – perseguia o casal, pois ela era uma “ex-ficante” do rapaz e não se conformava com o relacionamento entre os dois. “Ele acredita sim que tenha sido intencionado por ‘Bia’. Por conta desse ciúme da ex, eles brigavam constantemente. Ela também provocou por várias vezes escândalos em público e odiava a atual namorada”, teria dito Gilvan em depoimento, segundo o delegado David Leão que explicou ainda detalhes do momento em que o veículo entrou desgovernado na festa. “Disse que no momento que o carro invadiu a residência, tinha acabado de sair do lado do irmão e foi conversar com um amigo. Se não tivesse saído do lado do irmão, provavelmente também teria sido atingido”, revelou Leão sobre as afirmações do rapaz.

Logo após o depoimento de Gilvan Santos, por volta das 9h, a viúva de Celisvaldo, Maria Ribeiro, também se apresentou espontaneamente na seccional. Ainda inconformada com a morte do marido, Maria teria dito ao delegado que, apesar de ser amiga de “Bia”, ela também acredita na hipótese da condutora ter premeditado o acidente. “Ela relatou que minutos antes do acidente, tinha ido junto com o marido, levar um casal de amigos para casa, mas que o marido teria resolvido voltar para a festa, deixando-a levar os amigos até a casa deles. Quando ela voltou, já viu tudo destruído e não enxergava mais o companheiro”, contou o delegado.

Ainda falta o depoimento do sargento da aeronáutica que acompanhava “Bia” para ajudar a polícia a elucidar o caso. Maria e Gilvan saíram da seccional e não quiseram falar com a imprensa.

VELÓRIO
Celisvado teve morte cerebral constatada desde a última segunda-feira no Hospital Metropolitano, mas no início da manhã, o corpo foi liberado e encaminhado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde foi necropsiado.
No velório de Celisvaldo que aconteceu na manhã desta quinta-feira na Capela de Nossa Senhora de Fátima, na travessa Caripunas, no bairro do Guamá, em Belém, familiares e amigos da vítima, que deixou mulher e dois filhos, fizeram suas últimas homenagens e o relembraram em vida.

Ele era vascaíno doente e muito querido entre os amigos. “Durante os anos que trabalhei com ele, desde que entrou, cerca de um ano e meio (atrás), sempre foi uma pessoa ótima de se trabalhar. Era honesto. Não haverá ninguém que possa substituí-lo”, disse o colega José Luís. Outros amigos de trabalho de Celisvaldo pararam o serviço e estiveram no velório.

O irmão do falecido e a viúva estiveram parte da manhã fora do velório. Segundo a adolescente, namorada de Gilvan, o corpo de Celisvaldo seguiria para a cidade de Jequié, interior da Bahia, onde seria enterrado.

Por telefone, a reportagem do DIÁRIO DO PARÁ conversou com Gilvan que, ainda muito abalado, foi lacônico: “Queria estar mais machucado por fora do que por dentro”, lamentou.

ACIDENTE
Um carro modelo Eco Sport, conduzido por Lucicléia, invadiu uma casa por volta das 2h do último sábado (30), na avenida Sul com 17, do conjunto Promorar, enquanto acontecia uma festa. Quatro pessoas ficaram feridas e Celisvaldo veio a falecer. A motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas.

Uma delas ficou embaixo do veículo, outro rapaz imprensado na parte dianteira e outros feridos com pedaços de concreto. A sala da residência também ficou totalmente destruída.

O veículo fez uma manobra em alta velocidade e perdeu o controle. Três ambulâncias, duas do Samu e uma do Corpo de Bombeiros atenderam os feridos.

(Diário do Pará)

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