Um policial militar foi morto durante um assalto ocorrido em um bar, localizado no km 9 da Rodovia Br -316, no Centro do município de Ananindeua. O crime ocorreu no início da madrugada de ontem quando o sargento PM José Elenésio Oliveira foi surpreendido por um grupo de assaltantes que fazia um arrastão no bar, onde a vítima estaria comprando uma latinha de cerveja. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Metropolitano, mas não resistiu aos ferimentos. Quatro pessoas, incluindo dois adolescentes, todos apontados como participantes do crime foram detidas pela polícia.
Raimunda Nonata de Sousa Moraes, 34, Manoel Fernando Cardoso, 20 e dois adolescentes, um de 17 e outro de 16, são apontados pela PM como envolvidos no “arrastão”. De acordo com informações do subtenente PM Alderson Chagas, da 19ª Área Interativa de Segurança Pública (AISP), dois suspeitos permanecem foragidos.
“Depois de cometerem o assalto aos clientes do bar, situação em que balearam o sargento da PM, eles fugiram de bicicleta para a casa da Raimunda, no Campo Verde, em Marituba. Faltam agarrar dois, um adolescente de 16 e o amante da Raimunda que também participou do assalto”, falou o PM.
Segundo o subtenente, o amante de Raimunda foi identificado como Ivan Barata da Paixão, de 23 anos e está foragido. “Fizemos diligências pela área e os envolvidos foram encontrados na casa da Raimunda e outros tentavam fugir, pulando muros de outras residências, mas fomos mais rápidos e conseguimos detê-los”, completou o policial.
UM TIRO
De acordo com informações do PM, Manoel Cardoso é apontado como o autor do único disparo que atingiu o abdômen do sargento José Elenésio, tirando-lhe a vida. “Ele teria se deparado com a situação do assalto e um dos criminosos teria lhe pedido a pulseira. O sargento teria dito que era policial e em seguida foi baleado por um dos assaltantes”, finalizou o cabo PM.
Ele foi socorrido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Ananindeua, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de dar entrada no hospital. O sargento PM José Elenésio era lotado no 5º Batalhão da Polícia Militar, em Castanhal.
OS SUSPEITOS
Procurada pela nossa reportagem, Raimunda Moraes disse que estava consumindo bebidas alcoólicas em casa e que não tem nenhum envolvimento com a morte do PM. “Eu estava bebendo em casa, pois só bebo em casa. De repente, os policiais chegaram em casa e me levaram. Eu estava com o Manoel, não estava em nenhum bar. Eu estava em casa!”, alegou.
Manoel, apontado como o autor do tiro que matou o sargento, negou que estivesse no bar e disse que “estava bebendo na casa da Raimunda”. O adolescente de 17 anos não quis falar com a nossa equipe. O adolescente de 16 anos, confessou ter participado do assalto porque queria comprar uma arma, mas negou ter efetuado o tiro no policial.
“Eu estava sim no assalto, mas não sei quem atirou no PM. Eu só fiz pegar o dinheiro do caixa lá do bar e fui embora. Me meti neste roubo porque eu quero comprar um revólver calibre 38 para matar um ‘cara’ que está querendo me matar. Tive uma briga com ele e agora ele vive me ameaçando. Estou juntando R$500,00”, alegou.
Todos foram conduzidos para a Central de Flagrantes da Seccional da Cidade Nova para prestarem depoimento à Polícia Civil.
20 PMS EXECUTADOS
A morte do sargento José Elenésio Oliveira, 5° Batalhão da Polícia Militar, em Castanhal, foi a segunda envolvendo execução de policial militar em menos de 20 dias no Estado. No último dia 15 de junho, o soldado Ademar Calandrine, do 9º Batalhão de Destacamento da PM em Portel, também foi morto à tiros por bandidos. O DIÁRIO entrou em contato com o Comando da Polícia Militar para falar sobre o caso, mas foi informado que devido a operação de Verão, só haverá expediente interno a partir da próxima segunda-feira e por isso, o Comando não poderia fornecer nenhuma informação sobre o número de PMs executados nos últimos dois anos.
Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar Pará, de janeiro deste ano até agora 15 policiais militares foram executados no Estado. “O número é alarmante e preocupa toda a nossa categoria. A insegurança é um mal que atinge toda a sociedade e os policias militares estão incluídos nisso”, afirma o cabo Francisco Xavier, presidente da Associação. (Diário do Pará)
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