Um mistério ronda o achado macabro de um pescador no rio Paracámirim, na localidade de Pau D’arco, município de Santa Bárbara do Pará. O corpo de um homem foi encontrado boiando no rio no final da tarde da última sexta-feira (6), mas só foi removido pelo Instituto de Criminalística na tarde do dia seguinte.
Segundo informações da Polícia Militar, um pescador da localidade de Pau D’arco voltava da pescaria quando se deparou com um corpo boiando no rio Paracámirim. Ele avisou a PM que conseguiu chegar ao local, de difícil acesso, utilizando uma rabeta da comunidade.
Como era inicio da noite de sexta-feira os policiais militares amarraram o corpo a uma árvore e solicitaram a remoção via delegacia de Polícia Civil de Santa Bárbara que deveria ser realizada pela manhã.
De Mosqueiro partiu uma viatura com peritos do IML, que enfrentou problemas devido o local ser de difícil acesso para carro. Só através de embarcações puderam chegar ao local onde estava o corpo do homem, já em estado de decomposição. O Corpo de Bombeiros foi acionado, enquanto os peritos seguiam de canoa até o local para fazer a remoção do corpo que, segundo informações apresentava três perfurações, possivelmente de arma de fogo.
Ninguém na comunidade sabe precisar o tempo que o corpo de homem de identidade desconhecida estava no rio. No entanto, um carro abandonado em um ramal na estrada do Pau D’arco pode ser a chave para identificar o corpo encontrado. O carro foi encontrado no sábado dentro de um ramal, também de difícil acesso, com a chave no contato. Uma testemunha, que a polícia deve ouvir nesta segunda-feira (9), adiantou que viu o motorista do carro abandonado deixar o veículo e sair com uma camisa no ombro entrando no mato.
Segundo esta testemunha, as características do homem encontrado morto, bem como as vestimentas, batem com a do motorista que deixou o carro com a chave no contato.
O corpo do desconhecido encontrado no rio Paracámirim, em Santa Bárbara do Pará, está nonstituto Médico Legal Renato Chaves onde foi submetido à necropsia e espera ser reclamado por parentes.
(Diário do Pará)
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