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POLÍCIA

Equipe de reportagem é atropelada gravando matéria

Um atropelamento aconteceu à altura do KM 3 da rodovia Transamazônica, entre a cidade de Itaituba e a entrada do aeroporto municipal e envolveu a equipe de reportagem formada pela repórter Ingrid Rodrigues e pelo cinegrafista Sérgio Henrique da Silva Card

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Um atropelamento aconteceu à altura do KM 3 da rodovia Transamazônica, entre a cidade de Itaituba e a entrada do aeroporto municipal e envolveu a equipe de reportagem formada pela repórter Ingrid Rodrigues e pelo cinegrafista Sérgio Henrique da Silva Cardoso, que faziam a cobertura da Caminhada de Fé com Sant’Ana, quando foram surpreendidos por um carro que trafegava no sentido oposto. A repórter se preparava para fazer uma gravação.

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal não estavam equipados com o radar, equipamento que mede a velocidade em que está o veículo, mas, segundo um dos patrulheiros, o carro estava em alta velocidade, condição incompatível com o momento, já que, pelo trecho da BR-230, a Transamazônica, passavam romeiros na Caminhada de Fé.

Sérgio Henrique foi apanhado por trás e arremessado em direção à repórter Ingrid Rodrigues, que sofreu apenas ferimentos leves. Henrique teve um forte baque na cabeça e ainda deslocou o ombro e sofreu ferimentos pelo corpo. Ele foi levado ao hospital e medicado, tendo sido liberado na manhã de domingo. Já o equipamento que era usado pelos repórteres foi danificado, mas a maior preocupação era com o estado clínico da equipe. Segundo informações da PRF, depois de atropelar a equipe, o motorista tentou fugir do local, mas foi alcançado por agentes rodoviários, que faziam o controle do tráfego na área.

Jânio Fabrício Cabral da Silva, 19 anos, foi levado à 19ª Seccional de Polícia, onde foi submetido ao exame de dosagem alcoólica, apresentando níveis de álcool no sangue acima do permitido. Jânio admitiu que não é habilitado e que o carro, um Volkswagen Gol, de cor cinza, não pertence a ele e afirmou ainda que teria apanhado o carro sem o consentimento do proprietário.

O policial rodoviário não quis conceder entrevista, mas informou que o procedimento padrão prevê a apresentação do condutor do veículo envolvido, que fica sob a custódia da Polícia Civil. De acordo com o delegado que preside o inquérito, a lei também estabelece que, em casos assim, seja lavrado o Termo Circunstancial de Ocorrência e o preso é liberado, mas responde ao processo na Justiça.

(Diário do Pará)

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