Policiais do Grupamento de Polícia Fluvial apreenderam na tarde de ontem cerca de 25 metros cúbicos de madeira sem a Autorização de Transporte de Produto Florestal (ATF), documento obrigatório em trâmites ambientais. A apreensão ocorreu no rio Guamá, próximo a Alça Viária, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. Três pessoas foram detidas.
A abordagem foi feita após uma denúncia anônima sobre o transporte de uma carga de madeira sem origem, que estaria saindo do município de Abaetetuba, no Baixo Tocantins, com destino ignorado. Os policiais, em uma lancha da Companhia de Polícia Fluvial, conseguiram localizar a embarcação “Mar da Galileia”, fazendo a apreensão. O barco com a carga clandestina foi conduzido ao porto da Praça Princesa Isabel, no bairro Condor, em Belém.
Segundo o comandante da Companhia de Polícia Fluvial, coronel Sérgio Alonso, os três tripulantes não informaram a procedência ou o destino da madeira e também se reservaram sobre quem estaria responsável pela carga. Após a apreensão, a ocorrência foi repassada para os policiais do Batalhão de Polícia Ambiental.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também foi acionado para fazer a contagem da madeira e encaminhar todas informações necessárias à Delegacia de Meio Ambiente (Dema), que ficará responsável pelo inquérito policial. Todo o processo está sendo acompanhado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A madeira aprendida será transportada para a Dema e a embarcação passará pela fiscalização da Capitania dos Portos.
A Companhia de Polícia Fluvial, em parceria com os demais órgãos que compõem o Grupamento Fluvial Integrado de Segurança Pública, faz mensalmente diversas ações de combate ao transporte clandestino de produtos florestais, com orientação e fiscalização em embarcações e portos. “É um trabalho que envolve Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, entre outros. O objetivo é conscientizar as pessoas que trabalham com o transporte de produtos florestais sobre a importância da documentação exigida por lei”, ressalta o comandante.
(Diário do Pará, com informações da Ascom da Polícia Civil)
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