Uma rixa antiga entre alguns suspeitos e as três vítimas da chacina da praia do Camaleão, em Aveiro, oeste do Estado, pode ter sido o principal motivo do crime que chocou o município. De acordo com o delegado Cléber Pascoal Silveira de Oliveira, titular da Delegacia de Aveiro e responsável pela apuração do crime, a hipótese inicial é de que seis pessoas participaram da barbárie.
Até o momento, a polícia investiga seis suspeitos: os irmãos Melque Silva Albuquerque, o “Boto”, e Edmundo Rodrigues Campos, o “Negão” ou “Cocó”; Jocenildo, o “Nildão”, além de dois homens identificados pelos apelidos “Manga” e “Pirá”. Um adolescente também pode estar envolvido com o crime.
O que mais impressiona, segundo a polícia, é o fato de todos os envolvidos, tanto vítimas quanto suspeitos da autoria da chacina, serem de uma mesma e numerosa família. Os seis suspeitos prestaram depoimentos na noite de ontem (11), na seccional do município de Itaituba. Eles permanecem recolhidos no local, em uma cela temporária, com exceção do adolescente.
Segundo a polícia, o adolescente foi o único que declarou, até o momento, ter participado dos assassinatos. Ele disse estar arrependido.
Edmundo Rodrigues alegou que não estava na comunidade quando houve a chacina, e Melque disse que estava em casa, e só tomou conhecimento do fato no dia seguinte. Ele também reforça que o fato de ter sido agredido por uma das vítimas, dias antes do crime, não seria o suficiente para que ele participasse do triplo homicídio.
ENTENDA O CASO
Os irmãos Zaquel Dias Monteiro, de 28 anos, e Paulo Dias Monteiro, de 33, além do primo deles, Olivaldo Andreson Rodrigues dos Santos, foram dominados e tiveram a garganta cortada. Os corpos das vítimas foram encontrados na praia do Camaleão, localizada na vila de Daniel de Carvalho, no município de Aveiro, na terça-feira (10). (DOL, com informações de Mauro Torres, da sucursal do Diário do Pará em Itaituba)
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