Uma antiga desavença entre alguns acusados e as três vítimas da chacina da Praia do Camaleão, em Aveiro, Oeste do Pará, pode ter sido o principal motivo do crime que chocou o município. Dois irmãos e um primo deles foram degolados. De acordo com o delegado Cléber Pascoal Silveira de Oliveira, titular da Delegacia de Aveiro e responsável pela apuração do crime, a hipótese inicial é de que seis pessoas participaram da barbárie.
Todos os detidos serão ouvidos em depoimento. São eles: os irmãos Melque Silva Albuquerque, o “Boto” e Edmundo Rodrigues Campos, o “Negão” ou “Cocó”; Jocenildo, o “Nildão”, além dos cidadãos conhecidos apenas como “Manga” e “Pirá”, e um adolescente, que foi apreendido. Todos já encabeçam um inquérito que apura as circunstâncias de um dos crimes mais chocantes dos últimos anos na região do Tapajós.
O que mais impressiona, segundo a polícia, é o fato de todos os envolvidos, tanto vítimas quanto suspeitos da autoria da chacina, serem de uma mesma e numerosa família. As investigações prosseguem e os detidos chegaram a Itaituba na noite de anteontem, onde estão recolhidos a um cela temporária, com exceção de um adolescente, que permanece no corredor, sob vigilância policial.
Os irmãos Zaquel Dias Monteiro, de 28, e Paulo Dias Monteiro, de 33, além do primo deles, Olivaldo Andreson Rodrigues dos Santos, foram dominados e tiveram o pescoço cortado. Os corpos foram encontrados abandonados em uma praia da vila de Daniel de Carvalho, na manhã da última terça-feira.
Por causa do crime, o diretor de Polícia do Interior, da Secretaria de Segurança Pública do Estado, determinou que fosse destacado um grupo da Polícia Civil para iniciar as investigações. Já na quarta-feira, três pessoas foram presas, todos também membros da numerosa família dos mortos. Recolhidos à cela de correção da Seccional de Polícia, os dois presos maiores também negaram envolvimento, mesmo tendo assinado a nota de culpa.
(Diário do Pará)
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