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POLÍCIA

Homem mata a tiros ex namorada

Há quem acredite na justiça de Deus, há quem acredite na justiça dos homens, e há quem acredite mesmo é na justiça feita com as próprias mãos. Essa última hipótese parece ter sido o que motivou um homem a atirar nas costas do mototaxista Julio Cezar de So

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Há quem acredite na justiça de Deus, há quem acredite na justiça dos homens, e há quem acredite mesmo é na justiça feita com as próprias mãos. Essa última hipótese parece ter sido o que motivou um homem a atirar nas costas do mototaxista Julio Cezar de Souza Cascaes Junior, 30 anos, no canteiro central do Paar, por volta do meio dia de ontem. Julio teria confessado anteontem que foi ele próprio quem matou com vários tiros a ex-namorada, a manicure Dariane Souza de Vasconcelos, 23 anos, no último domingo, por não aceitar a separação.

A polícia suspeita que o atirador de ontem agiu por vingança. “Eu já tinha conversado contigo que não queria te ver com aquele mototaxista”, teria dito Julio antes de atirar na ex-namorada. Ele não aceitava o fim do relacionamento dos dois e muito menos que ela já estivesse namorando com outro. Essa fala dele consta tanto no depoimento dele próprio quanto no depoimento da testemunha ocular do crime, uma amiga de Dariane que teria concedido moradia a ela após a manicure sair da casa do “ex”.

Os tiros foram vistos pela amiga e também ouvidos pelo marido dela, que estava na linha ao celular no momento em que Julio teria percebido que o relacionamento não tinha mais volta e então resolvido atirar contra ela. “O mototaxista que foi baleado hoje [ontem] compareceu à delegacia acompanhado de um advogado após o flagrante munido de um habeas corpus. Ele confessou que matou a ex-namorada. E confessou de forma bastante fria, inclusive”, relatou o delegado Roberto Macedo, que preside o inquérito.Em depoimento o suspeito teria dito que perdera a arma calibre 38 utilizada do crime na fuga.

Ele também disse que não foi até a casa da vítima com intenção de matá-la e sim de conversar, e que não lembra quantos tiros deu, versões que a polícia não acredita.

O delegado informou ainda que o pedido de prisão preventiva já estava em andamento quando o assassino confesso compareceu. E mesmo após o depoimento o pedido ainda será expedido, mesmo depois dele ter sido baleado.

IRONIA

Um homem, ironicamente também vestido com uniforme de mototaxi, se aproximou correndo sem que a vítima percebesse. A primeira tentativa de disparo foi contra a cabeça de Julio, mas a arma negou fogo.

Logo em seguida mais uma vez o gatilho foi acionado, mas dessa vez com “sucesso”. Na costa. A vítima correu dez passos, e ainda sem perceber-se atingido virou-se para o algoz. “Ei, mano! Qual foi?”, teria esbravejado.Logo depois a vítima percebeu que a camisa estava manchada de sangue e logo em seguida caiu nos colos do amigo de apelido “Tem-tem”, que o colocou sob a garupa da moto e o levou ao Hospital Metropolitano, onde até o fechamento dessa edição encontra-se em condição estável, mas ainda em situação delicada, segundo informações da Delegacia de Polícia que funciona anexa ao hospital.

O atirador correu até um comparsa que o aguardava numa moto para ajudá-lo na fuga. Curiosamente, o delegado Roberto Macedo teria previsto que esse tipo de coisa pudesse acontecer. “Eu acho melhor você não ficar no Paar”, teria recomendado. Mas Julio continuou trabalhando normalmente, para a infelicidade dele.

(Diário do Pará)

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