O sargento do Exército Brasileiro (EB), Valter Cristiano de Carvalho 36, que se suicidou após matar, a tiros, em Marabá, na última quarta-feira, 11, Paulo Henriques de Sousa Santos, o “Paulinho”, 21, pode ter premeditado o crime. A informação partiu da delegada titular da Divisão de Homicídios de Marabá (DHM), Bruna Paolucci Tarallo. Para fundamentar a afirmação a policial informou que o militar, no dia do crime, comentou com um amigo em comum que iria dar “um presente inesquecível ao Paulinho”, que no caso seria a morte.
A policial confirmou ainda que ambos tinham um envolvimento homoafetivo há cerca de um ano e que o militar discutiu alguns dias antes do crime com “Paulinho”. Ao contrário que primeiro se cogitou, o motivo da discussão não seria a namorada do “Paulinho”, uma adolescente de 15 anos, e sim outro relacionamento homoafetivo de “Paulinho”, que teria provocado a ira do sargento.
O amigo em comum, segundo a delegada, deve prestar depoimento formal a respeito de tais declarações reveladoras, tanto do ponto de vista da relação de ambos, quanto da intenção do sargento. “Ele (Valter) costumava dar presentes ao Paulinho, pagava as contas dele e não deve ter gostado do novo relacionamento”, comentou a delegada.
Em se tratando de crime, ela disse que está praticamente esclarecido, uma vez que à luz do direito, só houve um crime, o homicídio de Paulinho, já que suicídio, em tese não é crime. “Estou ouvindo algumas pessoas para fechar o caso, inclusive o amigo em comum do Valter e o Paulinho, bem como a pistola que foi usada deve ser periciada para comprovar que de fato o militar matou e se matou com esta arma”. (Sucursal de Marabá).
(Diário do Pará)
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