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POLÍCIA

Mulher é assassinada em Mosqueiro

A dona de casa Maria Lúcia Bentes Ferreira, 58 anos, foi encontrada morta ao nascer do dia de segunda-feira (16), no barraco onde morava, em área de invasão, no bairro Sucurijuquara, na Ilha do Mosqueiro. Ela foi atingida com um tiro de arma de grosso cal

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A dona de casa Maria Lúcia Bentes Ferreira, 58 anos, foi encontrada morta ao nascer do dia de segunda-feira (16), no barraco onde morava, em área de invasão, no bairro Sucurijuquara, na Ilha do Mosqueiro. Ela foi atingida com um tiro de arma de grosso calibre, supostamente, de fabricação caseira e estava com a cabeça deformada.

Acionada, a guarnição do sargento Jorge da Polícia Militar foi a primeira a chegar no local.

O militar ouviu vizinhos da vítima relatarem o barulho de um tiro, disparado por volta de uma hora da manhã, mas só constataram a morte da mulher às 6h .

Uma moradora contou que, ao se dirigir para a residência da vítima, encontrou com o companheiro de Maria Lúcia, conhecido por “Rambo”. Ele estava muito nervoso e falava ao telefone celular. Por isso, afastou-se e ficou olhando de longe. O corpo de Lúcia estava em cima da cama, ensanguentado, afirmou. “Rambo” teria deixado o local logo depois, bastante apressado.

Uma das filhas de Lúcia, disse que recebeu ao nascer do dia, um telefonema de “Rambo”, cujo nome é Edgar, contando que algo muito grave tinha acontecido com sua mãe e que o barraco estava com tudo quebrado.

“Rambo” pediu que a filha fosse correndo para o local e levasse seus documentos, pois iria precisar muito deles.

No entanto, quando a filha de Lúcia chegou no barraco, não encontrou mais Edgar. Foi quando presenciou a mãe morta e procurou a polícia.

No local do crime, estiveram diversas autoridades civis. Será aberto inquérito policial pela Seccional de Mosqueiro, para apurar os fatos.

REVOLTA
Cenas de desespero, revolta, choro convulsivo e até desmaios dentre os familiares de Lúcia eram presenciados a todo instante na frente do imóvel, antes do corpo ser removido.

Uma das filhas, chamada Solange, disse que a sua mãe era uma batalhadora e foi traída pela filha caçula. “Minha irmã Joanita até já bateu na mamãe por causa desse homem. Eles têm um caso. Foi ele sim, quem matou ela!”, acusou.

Durante a chegada de familiares e conhecidos da vítima, no local do crime, a Polícia pôde confirmar que a filha caçula de Lúcia teria um caso amoroso com Edgar, o “Rambo” e que até mesmo agrediu a própria mãe, por causa dele.

Falou-se também que Edgar e a tal filha de Lúcia, teriam envolvimento com drogas.

Assim, as investigações têm como principal suspeito do crime, Edgar, que permanece foragido. Entretanto, vai ser feito um levantamento a partir de outras informações surgidas no local.

O corpo foi removido para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

(Diário do Pará)

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