De onde vieram os tiros e quem pode ter matado o estudante de direito Siney Guimarães de Sousa 32 anos são as perguntas que a Polícia tem a responder para tentar identificar os matadores e o que está por trás de mais um crime com característica de execução, ocorrido em Marabá.
A vítima foi morta, na noite de terça-feira (17), com sete tiros, provavelmente de pistola calibre 380 quando estava na rua Rio Grande do Sul, Quadra 141, Lote 16, que seria a casa de um amigo onde iria participar de uma partida de pôquer.
O CRIME
Por volta das 21 horas de anteontem, duas pessoas, numa moto preta, se aproximaram do carro da vítima, uma Pajero preta, e mandaram balas.
Siney de Sousa estava sozinho no veículo e para tentar fugir dos assassinos, pulou para o banco traseiro do carro, porém foi baleado mortalmente. Vários tiros acertaram as pernas, costas e a nuca da vítima.
O crime aconteceu no momento em que a delegada titular da Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) estava de licença médica por três dias. Por conta disso e em função de o crime ter acontecido à noite, a equipe do delegado Jorge Gilson Carneiro da Silveira registrou a ocorrência no plantão da 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, porém o caso já foi avocado para a DHM.
Algumas pessoas devem ser ouvidas, hoje, entre elas parentes da vítima. De posse dos depoimentos, os policiais devem elaborar uma linha de investigação para tentar descobrir o assassino e a motivação do homicídio.
Por enquanto o delegado municipal José Humberto de Melo Júnior comentou que há várias linhas de investigações, contudo preferiu não comentar nenhuma delas a fim de não prejudicar, ou comprometer o trabalho policial.Comentários oficiosos dão conta que uma destas linhas de investigações seria o envolvimento da vítima em crime de agiotagem e que teria dinheiro para receber de um credor.
Segundo esses comentários, o valor da dívida seria de R$ 30 mil, sendo que Siney de Sousa estaria sendo pressionado pelo tal credor e que por conta disso pode ter sido assassinado.
Independentemente da veracidade ou não da informação, o certo é que os pistoleiros sabiam para onde a vítima estava indo e aguardaram pacientemente para fazerem o “serviço”. Siney de Sousa morava no bairro Laranjeiras e teve o mesmo fim que o pai dele, Isaías Coelho de Sousa, fiscal do Ibama, também assassinado a tiros no final do mês de março de 1998 em frente de casa.
Esse crime até então não foi totalmente esclarecido. Resta saber se a morte de Siney de Sousa será mais uma a entrar no rol dos crimes insolúveis.
(Diário do Pará)
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