Uma garrafa de cerveja foi usada como arma na morte do desempregado Ricardo Alexandre dos Reis Batista, 36 anos, ocorrida na madrugada de ontem, na rua da Olaria, bairro da Terra Firme, em Belém. Segundo a polícia, a vítima, conhecida pelo apelido de “Bacu”, estava consumindo bebida alcoólica ao lado de um colega, quando, após um desentendimento, eles começaram a brigar e o desempregado foi morto pelo companheiro com um gargalo de garrafa.
“De acordo com os moradores da área, ‘Bacu’ era viciado em drogas e costumava perambular pelas ruas do bairro durante a madrugada. Além disso, também foi informado que ele era envolvido em vários assaltos na Terra Firme e, por isso, tinha vários desafetos no local”, afirmou o cabo PM Nivaldo França, da 6ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp).
A informação do policial militar foi confirmada por um irmão da vítima. Segundo ele, Ricardo Batista consumia bebida alcoólica todos os dias e já tinha passagem na polícia pelo crime de roubo qualificado. “Infelizmente, a verdade é essa. O meu irmão era viciado em álcool e drogas e era acostumado a realizar pequenos furtos na área. E, para completar, toda vez que bebia, ele ficava agressivo”, relatou o irmão.
Moradores da área que não quiseram ser identificados disseram que “Bacu” era morador do bairro do Jurunas, mas frequentava todos os dias o bairro da Terra Firme. “Como ele já morou há tempos aqui nessa rua, ele se acostumou a frequentar os botecos daqui. Por isso, mesmo morando em outro bairro, ele fazia questão de estar aqui, perambulando pelas ruas até altas horas da madrugada, sempre acompanhado de uma buchudinha (garrafa de cachaça)”, revelou uma moradora.
Para a polícia, a identidade do autor do crime ainda é desconhecida. “Na área, as poucas pessoas que decidiram falar disseram que não sabem quem foi o assassino. A única coisa que eles afirmaram é que a vítima estava bebendo junto com o autor do crime e que houve uma discussão entre eles. Fora isso, ninguém informou mais nada”, afirmou o cabo França.
Ao lado do corpo da vítima, no asfalto, uma garrafa pet de cachaça e vários pedaços de vidro da garrafa usada como arma no homicídio mostravam a dimensão do que havia ocorrido minutos antes do crime. “Todos os indícios da cena do homicídio, aliados ao que os investigadores colheram até agora, nos levam a acreditar num crime motivado por desavença entre viciados, já que, segundo relatos, a vítima estava bebendo na companhia do assassino”, declarou o delegado Lenoir Cunha, responsável pela equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios.
Segundo Lenoir, o caso será investigado pela Delegacia da Terra Firme em parceria com a equipe da DH. “O nosso trabalho é, primeiramente, fazer um levantamento no local para, em seguida, enviar um relatório das investigações para a delegacia que ficará responsável pelo caso. E, a partir daí, iniciar a nossa linha de investigação sobre o crime”, afirmou.
(Diário do Pará)
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