“Quero mais é que ele morra mesmo”, foram as palavras ditas pelo ex-militar do Exército, João Batista Dias Junior, 19, após ter tentado assassinar o padrasto, Rogério Oliveira Lima, 36. João foi preso na madrugada de quinta-feira (19) na Estrada da Providência, na Cidade Nova 8, quando fugia em um veículo, modelo Prisma, cor vermelho. Ele efetuou dois disparos em Rogério, sendo um na boca que saiu pelo pescoço e outro no ombro. A vitima foi socorrida para o Hospital Metropolitano.
Um revólver calibre 38 com três munições deflagradas foi apreendido com o suspeito que alegou estar se vingando do padrasto depois dele, a irmã de 21 de nome não divulgado e a mãe que pediu para não se identificar, acusarem constantes ameaças de mortes feitas por Rogério.
A viatura 8105 comandada pelo tenente PM Erik com o apoio do cabo PM Melo, da 18ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), proveniente do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM), foi que recebeu a informação pelo Ciop (Centro Integrado de Operações) e efetuou a prisão do enteado de Rogério. O cabo PM Melo explicou como se deu o flagrante.
“Fomos informados através do Ciop da placa e modelo do veículo que ele estava fugindo. O carro é da mãe dele e ele o usou para ir para a casa deles no bairro do 40 Horas. Interceptamos o veículo na Estrada da Providência e durante a revista no interior do carro encontramos o revólver calibre 38 com três munições deflagradas além de, munições de 762, usadas em fuzil”, disse o policial.
Rogério foi socorrido para o Hospital Metropolitano, no município de Ananindeua. Até o final da madrugada de ontem, estado saúde dele era considerado estável.
Mãe do acusado teria sido espancada e ameaçada
A mãe de João, empresária, contou para nossa reportagem que ela e Rogério conviviam há cinco meses. A vítima era funcionário da estância que ela é dona e depois deram início a um relacionamento amoroso. Segundo ela, as ameaças do companheiro começaram há um mês, situação em que a filha dela denunciou uma tentativa de estupro cometida por Rogério.
“Minha filha disse que ele tentou estuprá-la. Além dela, a namorada do meu filho (João) que tem 15 anos também disse que o Rogério tentou estuprá-la. Desde então, eu comecei a sofrer agressões físicas dele. Ele me ameaçou de morte, dizendo que se eu fosse procurar a polícia ele iria matar eu e a minha filha”, afirmou.
Não satisfeito com as ameaças, a empresária contou que Rogério começou a roubar objetos, dinheiro e dizia que iria incendiar estância que ela é proprietária. “Ele me roubou pelo menos R$20.000,00 em objetos, dinheiro e cheques. Queria vender um caminhão, chegou a vender alguns pneus, câmeras, entre objetos da nossa casa”, disse.
O destino do dinheiro, de acordo com ela, era em drogas. “Todo o dinheiro que ele pegava era para comprar drogas. Ele ficava fumando drogas na casa dele, no Julia Seffer. Ele me obrigava a ir até lá com ele porque caso contrário, ele dizia que iria matar a minha família”, disse.
VINGANÇA E MEDO
Na residência de Rogério, localizada em uma rua de endereço não relevado foi onde ocorreu o crime. João teria tido uma discussão com ele e em seguida, efetuou os disparos contra a vítima. João contou que não se arrepende do que fez.
“Ele ameaçava minha mãe, minha irmã e eu. Comprei esta arma e fui para matá-lo. Ele também tentou estuprar minha irmã, minha namorada, bateu na minha mãe e pegava escondido dinheiro da estância para comprar drogas. Quero mais é que ele morra mesmo”, afirmou.
A mãe dele, emocionada, lamentou o fato do filho estar sendo preso, mas teme que o ex-companheiro sobreviva. “Se o Rogério morrer meu filho vai responder por homicídio. Mas se ele sobreviver ele vai querer voltar e se vingar de mim. Ele vai querer me matar, matar meu filho e a minha filha, como vinha falando”, finalizou.
João Junior foi conduzido para a Central de Flagrantes da Seccional da Cidade Nova e apresentado ao delegado de plantão, Gustavo Barreira que o autuou por crime de tentativa de homicídio.
(Diário do Pará)
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