A demora de Raimundo Sales Aguiar em chegar para a tradicional visita de domingo na casa da família, causou estranheza nos filhos e sobrinhos. Suspeitando que algo deveria ter ocorrido com o borracheiro, a filha decidiu ir até o local onde ele trabalhava e vivia, na passagem Pedreirinha, próximo da BR-316, no bairro da Guanabara. Em frente a borracharia, contudo, uma surpresa: tudo estava trancado e o pai não respondia. “Decidimos então arrombar e foi quando encontramos ele (sic), cheio de sangue”, disse a filha, que preferiu não se identificar. Raimundo foi assassinado com facadas no peito e também tinha marcas nas mãos, como se tivesse lutado para sobreviver. A arma ainda estava no local, embaixo do corpo.
Com a vítima foram encontrados aproximadamente R$ 45, mas da residência foram levados alguns pertences de valor como televisão e aparelho de DVD.
Segundo os próprios familiares e vizinhos, Raimundo bebia com um amigo durante a madrugada de domingo, na última vez em que foi visto.
A suspeita dos moradores é que o crime tenha sido cometido por um dos dois desafetos do borracheiro, conhecidos como “Rato” e “Clebinho”.
Também presente no local para o reconhecimento do pai, um dos quatro filhos da vítima contou que há 15 dias registrou boletim de ocorrência contra a dupla por tentativa de homicídio, mostrando o ferimento ainda recente no braço causado por uma arma de fogo.
Primeira a chegar ao local, a equipe do tenente PM Erik controlou o acúmulo de curiosos em acompanhar o caso e acionou também equipes da Divisão de Homicídios e Instituto de Perícias Renato Chaves para a remoção do corpo.
A situação se prolongou um pouco em razão da abertura abdominal no corpo da vítima, resultado da facada certeira, e pelo espaço restrito da borracharia, que também estava cheia de objetos.
Para os vizinhos, o crime foi uma surpresa porque Raimundo mantinhas relações cordiais com as pessoas da área. “Nunca vi ele arrumando briga. Ele tinha um jeito mais sério, mas isso nunca foi motivo para não gostarem dele. Acho que foi uma briga séria”, opinou uma senhora que mora no mesmo bairro.
Raimundo Aguiar tinha 58 anos e quatro filhos.
(Diário do Pará)
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