Após três meses de trabalho, investigadores da Polícia Civil, da Central de Flagrantes da Seccional Urbana de São Braz, apreenderam na madrugada de segunda-feira (22), por volta das 3h, um adolescente de 17 anos, flagrado com quinze quilos de maconha prensada, quando deixava o Terminal Rodoviário de Belém. Segundo a polícia, o infrator veio do estado de Mato Grosso do Sul e o destino da droga era a capital paraense.
Os quinze tabletes, cada um contendo um quilo, eram conduzidos dentro de uma valise vermelha e preta. Os dois investigadores, Jorge Bacamarte e Adgerson Lobo, da Polícia Civil, foram os responsáveis pela apreensão. O investigador Jorge Bacamarte explicou como se deu o flagrante na madrugada de segunda.
“Estávamos há três meses investigando, monitorando os passos dele no momento em que ele chegaria aqui em Belém com a maconha. Ele veio de Mato Grosso do Sul e pretendia vender esses quinze tabletes para traficantes de Belém. Nesta madrugada recebemos a informação de que ele já estava aqui e, quando estava saindo do terminal, realizamos o flagrante”, disse o investigador.
O adolescente, de acordo com o investigador, faz parte do grupo PCA (Primeiro Comando de Adolescentes). “Ele, inclusive, tem uma tatuagem no braço, do PCA, que é uma rede criminosa de adolescentes em São Paulo, semelhante ao PCC (Primeiro Comando da Capital), mas que envolve apenas adolescentes infratores”, esclareceu.
Família do tráfico
Talvez por influência dos pais, o adolescente já é reincidente no tráfico de drogas pelo menos duas vezes e contou para a reportagem que começou cedo na prática criminosa. O pai dele está preso e a mãe está em regime semiaberto, ambos por tráfico de entorpecentes.
“Comecei a vender drogas aos onze anos de idade. Eu só vinha deixar a droga e ir embora. Ia vender rapidinho e depois comprar uma passagem para voltar para a minha casa. meu pai está preso e minha mãe está em regime semiaberto”, contou.
Ele detalhou como planejava vender a droga. “Eu nem sei para quem eu ia deixar esses tabletes. Não conheço a pessoa que ia receber, mas o que eu sei era que eu ia vender cada um por mais ou menos R$2 mil e iria faturar R$30 mil, no mínimo”, finalizou.
De acordo com a delegada de plantão, Ocione Guidão, o adolescente iria ser conduzido para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data).
(Diário do Pará)
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