Uma agente prisional do Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, foi feita refém, no início da tarde de segunda-feira (22), por detentas da unidade penitenciária, após visita em uma das celas do bloco C, no Pavilhão Primavera 2. De acordo com um policial militar do Batalhão de Policiamento Penitenciário (BPOP), a ação ocorreu por volta das 15h, quando três presas usaram um “estoque” (arma branca confeccionada nos presídios) para render a vítima.
“Apesar do clima de tensão no local, a ação foi frustrada minutos depois pela nossa guarnição e por outros agentes prisionais que não deixaram que a situação tomasse rumos maiores”, afirmou o militar, que preferiu não se identificar.
A versão do policial foi confirmada pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). Em nota enviada pela assessoria de comunicação, a Susipe descartou a hipótese de um motim. Segundo o documento, a ação foi controlada “de forma imediata e sem maiores desdobramentos” e ainda contou com a apreensão de 3 “estoques” após uma revista na cela.
Segundo familiares das detentas, que estiveram durante toda a tarde de ontem em frente ao CRF, a ação durou mais de três horas. “Eu cheguei aqui por volta do meio-dia e desde essa hora até as quatro da tarde, o que a gente mais ouvia do lado de fora eram gritos e tiros. E para completar nenhuma informação era repassada para a gente”, denunciou uma mulher de prenome Joyce, sogra de uma detenta da unidade.
“Nós ouvimos vários gritos e quando fomos perguntar para as agentes prisionais elas disseram que não tinha acontecido nada. Mas como, nada? Todos nós ouvimos a tensão que elas estavam lá dentro”, revelou um irmão de uma detenta, que prefere manter o anonimato.
(Diário do Pará)
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