Faleceu na madrugada desta terça-feira (24) por volta de 1h30, e 24 horas após ser espancada pelo marido, a dona de casa Elirose Cléa Fugueiredo Matos, de 29 anos, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE).
Familiares acusam o hospital de negligência, já que Elirose só foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) às 21h da segunda-feira, ou seja, cerca de 19 horas após ter dado entrada na instituição.
"Ela chegou duas horas da manhã da segunda-feira e não foi atendida. Levaram ela para uma sala junto com presos e outros pacientes. A tomografia teve de ser feita fora de lá porque o equipamento está quebrado. Foi para o leito só nove da noite. Na situação em que ela chegou deveria ter sido atendida logo", dispara Aldenora Cavalcante, prima da vítima.
Parentes e amigos estiveram em frente ao Metropolitano em busca de mais informações e prometendo protestar contra a inoperância do hospital.
O CASO
Elirose foi espancada, inclusive com golpes de terçado pelo marido, Rubenilson da Silva Sacramento, de 37 anos, na madrugada da última segunda-feira (23) após um ataque de ciúmes.
O acusado confessou ter agredido a esposa, com quem vivia há 14 anos, por suspeitar de que ela o traía. No dia anterior bebeu e acabou consumando a tragédia em família. preso foi levado para a seccional de Icoaraci e deverá ser enquadrado pela Lei Maria da Penha. A morte da esposa deve agravar ainda mais a situação dele.
OUTRO LADO
Em nota, o Metropolitano informou que a paciente deu entrada no hospital, na madrugada de segunda-feira, "consciente, orientada, foi atendida pela equipe médica do hospital, passou por exames de radiografia, tomografia e foi diagnosticado um Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) de tratamento conservador, ou seja, aquele que não requer intervenção cirúrgica". De acordo com a unidade médica, a paciente recebeu todo o tratamento necessário, desde a sua internação no hospital.
O hospital explica ainda que a internação de Elirose foi solicitada, mas a mesma ficou na sala de emergência, já que, segundo o Metropolitano, a paciente não requeria cuidados de UTI. "O quadro da paciente agravou devido a um edema cerebral, que pode ocorrer em pacientes vítimas de TCE e a paciente evoluiu ao reabaixamento do nível de consciência e foi encaminhada imediatamente à UTI. Infelizmente, apesar do esforço da equipe médica, a paciente evoluiu a óbito, após ter uma parada cardiorrespiratória", disse a nota.
O Metropolitano rebate também a denúncia dos famíliares sobre Elirose ter ficado em uma sala com detentos. "A paciente ficou na sala de emergência, com atendimento necessário a pacientes com gravidade. O HMUE é uma instituição pública e que tem o dever de atender todas as pessoas que necessitam de cuidados médicos", responde a nota.
(DOL, com informações do repórter Isidoro Calixto, RBA TV)
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