Ellyrose Figueiredo Matos, 29 anos, espancada na madrugada da última segunda-feira (23) pelo marido, Rubenilson da Silva Sarmento, 37 anos, conforme mostrou o DIÁRIO na edição de ontem, não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de ontem no Hospital Metropolitano. Familiares e amigos disseram que a morte dela foi planejada minuciosamente, no último final de semana, pelo agressor.
Rubenilson alegou que tinha certeza de que a esposa o estava traindo conjugalmente e que ainda gastava o dinheiro dele com o suposto amante, com quem estaria passeando desde a última sexta e só voltado para casa no domingo. “Ele estava com tanto ódio que planejou tudo. Levou os quatro filhos deles pro Marajó para que eles não vissem o que ele queria fazer”, relatou a tia da vítima, Eliete Matos, 42 anos.
Segundo a tia, Rubenilson sempre foi muito ciumento. O comportamento que só piorava à medida que o relacionamento dos dois se desgastava. “Como ele sempre quebrava tudo quando bebia, o tio dela que mora bem ao lado ficou de olho desde que ela chegou, quando o marido não estava em casa, e foi se deitar. Depois que ele chegou em casa, ouviram-se gritos de dor e pedidos de socorro. O tio então olhou pela janela de vidro do quarto do casal e viu parte da crueldade. “Ele batia nela com o cabo de um terçado, com a mão. Quando ela já estava desacordada, ele pulava com os dois pés na cabeça dela”, continuou.
Mesmo sabendo que a polícia havia chegado, ele continuou batendo no corpo desacordado da vítima. “Quero matar ela aos poucos”, supostamente dizia. A amiga da vítima, Dalviane Silva, 25 anos, confirmou que Ellyrose tinha medo dele. “Apesar de tudo, ela acreditava que Deus curaria isso dele”, afirmou.
O corpo de Ellyrose foi velado numa capela da Igreja Batista que ela frequentava, na travessa Andradas, bairro da Agulha, em Icoaraci. O chefe de operações da Seccional de Icoaraci, Assis, enviou um ofício para o juiz que cuida do caso de Rubenilson, comunicando a morte da mulher que ele espancou.
Dessa forma, Rubenilson, que havia sido enquadrado por lesão corporal gravíssima, agora deve responder por lesão corporal seguida de morte, segundo a diretora da seccional, Elizete Cardoso.
(Diário do Pará)
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