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POLÍCIA

Hospital Metropolitano é acusado de negligência

Familiares de Ellyrose Matos estiveram na madrugada de terça-feira (24), em frente ao Hospital Metropolitano, em Ananindeua, para protestar contra uma suposta negligência cometida pela equipe médica do hospital. Segundo eles, a vítima só morreu devido ao

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Familiares de Ellyrose Matos estiveram na madrugada de terça-feira (24), em frente ao Hospital Metropolitano, em Ananindeua, para protestar contra uma suposta negligência cometida pela equipe médica do hospital. Segundo eles, a vítima só morreu devido ao descaso sofrido na unidade de saúde. “A Ellyrose poderia ter sobrevivido se os médicos do hospital tivessem dado o atendimento necessário. Mas isso não ocorreu. Ela ficou durante horas no corredor esperando para ser medicada e depois disso ainda foi levada para uma sala junto com presos de Justiça, onde permaneceu sem atendimento” denunciou Aldenora Cavalcante, prima da vítima.

Segunda ela, a mulher, que ainda chegou consciente ao hospital, não foi submetida a nenhum tipo de exame. “E para completar, o único exame que ela iria fazer no aparelho de tomografia não foi realizado porque a direção do hospital informou que o aparelho estava quebrado”, afirmou. Uma tia de Ellyrose denunciou que mesmo depois de 24 horas após ter entrado no hospital, a vítima ainda continuava suja de sangue. “A verdade é que nada foi feito para tentar socorrer a minha sobrinha. Ela estava em um estado gravíssimo e não poderia ficar esperando durante horas e horas por atendimento. Nós chegamos até falar em transferência de hospital, mas ninguém do Metropolitano se dispôs a colaborar com a gente. Pelo contrario, eles ignoraram o nosso pedido e continuaram tratando ela com um total descaso”, garantiu a tia da vítima, Eliete Matos.

OUTRO LADO
Em nota enviada pela assessoria de comunicação do hospital, a direção do HM negou a versão dos familiares e disse que a paciente passou por exames de radiografia, tomografia e foi diagnosticado com Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) de tratamento conservador, ou seja, aquele que não requer intervenção cirúrgica. O documento afirmou ainda que a vítima não ficou esperando por atendimento no corredor e que a mesma esteve durante todo o tempo “na sala de emergência, já que não requeria cuidados de Unidade de Terapia Intensiva”

A respeito da denúncia que a Ellyrose teria ficado em uma sala junto com detentos, a nota esclarece que paciente esteve na sala de emergência, com atendimento necessário a pacientes com gravidade e que os presos que ocupavam o mesmo espaço são todos acompanhados por agentes prisionais.

“O Hospital Metropolitano é instituição pública e que tem o dever de atender todas as pessoas que necessitam de cuidados médicos”, afirmou o documento.

VIOLÊNCIA
Segundo a professora da UFPA, Luana Tomaz, que faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes (GEPEM), e do Programa de Atendimento à Vítimas de Violência, analisa que nos últimos 30 anos houve avanço nas políticas públicas voltadas para a mulher, mas ainda insuficientes no sentido da prevenção, e mais intensificadas no sentido da repressão e punição, como é o caso da Lei Maria da Penha.

Números do Instituto Sangari, no Mapa da Violência contra a Mulher 2012 divulgados em maio desse ano confirmam a opinião da professora. Nos últimos 30 anos, houve um aumento significativo no número de homicídio contra mulheres, cujos agressores variam conforme a faixa etária delas.

Até os 14 anos, os pais são os principais algozes. Dos 20 anos até os 60, os maridos são os maiores inimigos, e a partir dessa idade os filhos é que cometem o maior número de assassinato.

Segundo o estudo, o Pará ocupava o posto de 21º Estado do Brasil em relação ao número de homicídios por cada 100 mil habitantes no ano 2000. Dez anos depois o segundo maior estado da região norte já era o terceiro. Nesses dez anos, a Região Metropolitana de Belém foi a segunda do Brasil no número de homicídios cometidos contra mulher por 100 mil habitantes, proporção que é seguida de perto pelos interiores. . “Hoje ainda há a banalização da violência contra a mulher”, argumentou a estudiosa.

(Diário do Pará)

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