Policiais civis apresentaram, no início da manhã de terça-feira (24), na Seccional Urbana da Cremação, duas mulheres suspeitas de portar 514 “petecas” de cocaína e 87 papelotes de maconha em uma casa localizada no bairro do Condor, em Belém. Segundo o delegado Eliezer Machado, Michele Cristina Serrão, 22 anos, e Mara Rubia Carneiro comercializavam os entorpecentes em uma casa localizada na passagem Judas Tadeu, e eram responsáveis por comandar um esquema conhecido como “droga delivery”, entregando os entorpecentes na casa dos usuários após o pedido ser feito por telefone.
“A ação para se chegar até as acusadas durou uma média de dois meses. E nesse período os nossos policiais fizeram um minucioso serviço de investigação para chegar até o local alvo de várias denúncias e conseguir realizar o trabalho com êxito”, afirmou o delegado Eliezer.
Segundo ele, os entorpecentes tinham como principal destino os bairros da Cremação, Jurunas e Batista Campos. “Eram nesses três bairros que mais funciona a base do ‘droga delivery’ que, obviamente, tinha clientes certos. Era só ligar que elas entregavam o material na casa do usuário”, revelou.
Além de acusada de tráfico de drogas, Mara Rubia Carneiro também responde por um homicídio realizado no município de Marituba. A suspeita nega os crimes e afirma que tudo não passa de uma ‘mania de perseguição da polícia’.
“Tudo é eu, tudo é eu. Se acontece algo ruim eu sou sempre culpada. Porque isso? Só pode ser mania de perseguição por eu ser bonita, não é? Eu sei que eu não sou santa, mas ser assassina e traficante também já é demais. Sou inocente, sim. E vou continuar dizendo que eu sou inocente, a polícia queira ou não queira”, alegou Rubia.
Michele Serrão também negou envolvimento no crime. Segundo ela, a prisão foi um mal entendido.
“Nem eu nem a Rubia temos culpa nessa história, a gente só foi encontrada com a droga, mas quem prova que esse material é nosso? Essa droga pertence a um homem que apareceu lá em casa e pediu para a gente guardar um embrulho que nenhuma de nós sabia do que se tratava”, afirmou, esboçando um sorriso irônico e piscando para a companheira que foi detida.
Após os procedimentos legais na seccional, as duas mulheres foram encaminhadas para o centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua, onde ficarão a disposição da Justiça.
(Diário do Pará)
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