A Divisão de Repressão ao Crime Organizado apresentou, na tarde desta quarta-feira (25), um dos integrantes da quadrilha que assaltou a uma agência do banco Bradesco no município de Tucumã, sudeste paraense, no dia 6 de julho.
Daniel Nonato Cardoso Machado da Silva, de 34 anos, está detido desde o último dia 16 e já foi encaminhado para o presídio, em Marituba. Por meio de investigações, policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos, pertencente à DRCO, identificaram Daniel e efetuaram a prisão quando ele estava fazendo compras em um shopping de Belém, localizado na travessa Padre Eutíquio. No momento da abordagem, o acusado portava a quantia de R$ 5 mil no bolso e uma carteira de identidade falta. Por isso, ele também foi enquadrado em flagrante delito por falsidade ideológica.
A Polícia Civil só apresentou hoje o integrante da quadrilha, porque ele passava por acareação desde a data em que foi preso. No dia 20, Daniel foi levado à Tucumã e para participar de uma reconstituição do assalto, que levou cerca de R$ 300 mil da agência bancária.
O caso está sob o comando do delegado da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos, André Costa. Segundo ele, Daniel, que é natural de Goiás, também é acusado de ter participado de assaltos a bancos em outros estados da região norte, no nordeste e no centro-oeste. O acusado estava residindo no bairro do Guamá, em Belém. Após o interrogatório dele, a polícia obteve pistas sobre outros integrantes a quadrilha.
Ainda de acordo com o delegado, a função de Daniel na quadrilha era fazer o reconhecimento da rotina da agência bancária alvo do assalto, para viabilizar a ação criminosa.
O ASSALTO
Na tarde do dia 6 de julho, uma agência do banco Bradesco foi assaltada por doze homens fortemente armados, no município de Tucumã. A Polícia Militar local ainda tentou impedir a fuga dos assaltantes, mas não teve sucesso.
Os bandidos invadiram a agência bancária provocando pânico entre os presentes. Eles usavam bonés, máscaras e óculos escuros para dificultar a identificação. Várias pessoas foram feitas de refém, entre funcionários e clientes do banco. Na fuga, o grupo levou alguns dos reféns e usaram como escudo. Vários tiros foram disparados em direção a polícia. Alguns reféns foram liberados durante a fuga. A DRCO continua nas investigações do crime. (DOL, com informações de Eraldo Paulino/Diário do Pará)
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