O retrato falado do acusado de ter assassinado a tiros Nazareno da Silva, a travesti “Bianca”, no dia 18 do mês passado, foi divulgado na manhã de ontem, pela equipe da Divisão de Homicídios, que investiga o caso. Com a divulgação do homem, a polícia acredita obter informações do acusado e conseguir prendê-lo.
A caricatura, segundo o delegado Lenoir Cunha, que preside o inquérito, foi desenhada conforme as descrições reveladas por uma testemunha que sobreviveu ao atentado. Segundo as informações repassadas pela vítima aos peritos da Divisão, o atirador teria idade entre 25 a 30 anos, cerca de 1,60m de altura. Ele teria chegado na companhia de uma segunda pessoa, ainda não identificada pela polícia, em uma motocicleta por volta das 21h30, procurando por uma travesti. Como não a encontrou, ele teria retornado duas horas depois ao local.
“Pelo relato feito pela testemunha, que também foi vítima, ela teria ficado frente a frente com o atirador. Eram dois homens, o outro estava de capacete e não pode ser caracterizado. Ela contou que ele estava atento aos movimentos. Ele olhava para todos os lados para se certificar de que não havia outras pessoas no local. Ele ainda teria perguntado quanto custava o programa, antes de ferir com cinco tiros ‘Bianca’, que morreu na hora”, revelou Cunha.
Além de ter matado “Bianca”, o acusado ainda não identificado deixou gravemente feridas outras duas amigas de trabalho da vítima. Elas foram conduzidas para o hospital e hoje passam bem.
Com a divulgação do retrato falado do acusado, Lenoir acredita que as pessoas possam reconhecer o homem, identificá-lo e denunciar o acusado à polícia. “A população poderá nos ajudar nas investigações a fim de punir os assassinos deste crime. Quem souber de alguma informação, deverá ligar para 181 ou 190, ou mesmo vir denunciar na própria Divisão. A identificação será preservada”, informou o delegado.
O CASO
Na madrugada do dia 18 de junho, três travestis foram vítimas de dois homens que teriam chegado em uma moto, disparando tiros contra eles no local onde faziam “programa”, na travessa Barão do Triunfo, no bairro do Marco, em Belém. Eles fugiram logo após o crime.
As travestis identificadas como “Bianca” (Nazareno da Silva), Elóa (Leandro Oliveira Matos) e Letícia (Renilson Cabral Ribeiro) foram baleadas e encaminhadas para o Hospital Metropolitano. “Bianca” morreu ainda no local.
(Diário do Pará)
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