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POLÍCIA

Mulher é assassinada na Marambaia

Por volta de 1h30 de ontem, Rafaela Portilha de Castro, 25, foi assassinada com nove tiros, sendo dois deles atingidos de raspão. O crime foi na Rua da Prainha, bairro da Marambaia, no Entroncamento, em Belém. A polícia trabalha com hipótese de execução p

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Por volta de 1h30 de ontem, Rafaela Portilha de Castro, 25, foi assassinada com nove tiros, sendo dois deles atingidos de raspão. O crime foi na Rua da Prainha, bairro da Marambaia, no Entroncamento, em Belém. A polícia trabalha com hipótese de execução por possíveis dívidas que a vítima teria com drogas.

O tenente PM Matos, da viatura 9122, da 3ª Companhia (Cia), proveniente do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou que quatro homens em duas motocicletas efetuaram os disparos contra Rafaela.

“Testemunhas no local disseram que viram quatro homens em duas motos, abordando a vítima que estava sentada em uma calçada. Ela saiu correndo, mas acabou sendo alvejada por eles. Os populares contaram que ela estava sumida daqui há uma semana e voltou hoje para esta área. Acreditamos que por ela ser viciada, ser conhecida pelos feirantes e moradores, e por estar sempre pelas ruas, é provável que ela tenha sido morta por dívidas com o tráfico”, disse.

De acordo com testemunhas, antes de ser crivada de balas, Rafaela estava sozinha sentada em uma calçada de um estabelecimento. Populares contaram que ela morava no Conjunto Cordeiro de Farias, mas costumava ficar pelas ruas da feira durante dias e noites.

“Nós a conhecíamos de vista. Ela era viciada e vivia pela rua, usando drogas e acabava dormindo por aí. Com certeza, ela ficou devendo e os traficantes vieram cobrar a dívida desta forma”, opinou um morador da rua, que preferiu não se identificar.

REPRESÁLIAS

Policiais civis da Divisão de Homicídios foram acionados para realizar o levantamento de local de crime. O delegado de plantão, Eduardo Rollo, informou que as informações sobre o crime são poucas, pois as testemunhas temem represálias.

“Infelizmente, aqui nesta área, as pessoas preferem não contar o que viram. Durante a madrugada é um local perigoso, sem muito movimento e qualquer pessoa que conte o que presenciou teme ser vítima. Rafaela era viciada e tudo indica que foi morta porque devia para o tráfico”, finalizou.

Segundo o perito criminal, Nelson Vidal, do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, Rafaela foi alvejada com nove tiros, sendo que dois disparos a atingiram de raspão. O corpo dela foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia.

(Diário do Pará)

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