Quatro assaltantes sem muito a perder; passageiros impotentes; um policial querendo fazer o papel de herói vingador. Foram esses os principais elementos que fizeram Aécio Gonçalves Negrão morrer com um tiro no pescoço, mais uma vítima de bala perdida, depois que um policial reagira ao assalto praticado em um micro-ônibus que fazia a linha Cidade Nova VI-Castanheira, na tarde de ontem, próximo ao canteiro central do Paar. Dois bandidos foram baleados e levados ao Hospital Metropolitano, outros dois conseguiram fugir.
Os assaltantes eram três homens (dois deles armados) e uma mulher. Eles estariam tentando conseguir dinheiro para ir a algum balneário no fim de semana. Apesar de o policial ter reagido atirando contra os assaltantes, nenhum deles morreu. Os bandidos também atiraram, mas ainda não se sabe de qual das três armas saiu a bala que matou Aécio.
A vítima não morreu na hora. Uma ambulância foi chamada, mas, como demorava demais, um motorista de uma Kombi se ofereceu para ajudar. No cruzamento da SN 21 com a EW 72, Cidade Nova VI, uma ambulância foi parada por parentes da vítima que desceram da Kombi implorando socorro, mas os enfermeiros só puderam atestar o óbito da vítima.
O DIÁRIO entrou em contato, por telefone, com a assessoria de comunicação do Hospital Metropolitano, porém não obteve retorno.
(Diário do Pará)
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