Como se não bastasse matar, criminosos foram brutais com Wellington Ramon de Souza, 20 anos, natural do município de Redenção, sul do Pará, efetuando dois tiros à queima roupa; em seguida, o acertaram com um gargalo de garrafa no pescoço; por último, o apedrejaram várias vezes na cabeça até esmagá-la. O crime, com requintes de crueldade, ocorreu na madrugada de ontem, por volta de 2h, na Rua São Luis, entre as ruas São Paulo 8 e São Paulo 9, em uma localidade conhecida como Heliolândia Urbana, no Distrito Industrial, em Ananindeua. Segundo a polícia, Wellington pode ter sido alvo de uma “casinha”.
De acordo com informações do sargento PM Cesar Fernandes, da viatura 8302, da 20ª Área Integrada de Segurança Pública, proveniente do 25º Batalhão de Polícia Militar, quatro homens cometeram o crime.
“Segundo informações de moradores aqui da área, dois homens em uma moto efetuaram os disparos. Em seguida, outros dois que estavam à pé, quebraram as garrafas de cerveja que a vítima trazia em uma sacola e lhe cortaram o pescoço com o gargalo de uma delas. E, não satisfeitos, deram várias pedradas na cabeça do rapaz até esmagá-la, provavelmente para terem certeza de que ele estava morto”, contou o policial.
O investigador da Polícia Civil Santa Brígida, da Seccional Urbana de Ananindeua, relatou que a vítima estava consumindo bebidas alcoólicas em um bar às proximidades do local.
“As informações que temos é que ele estava voltando do Bar da Creuza e seguia para a casa de um dos criminosos, mas no caminho, nesta esta área escura, o mataram e ainda levaram os pertences da vítima, como a carteira porta cédulas e aparelho celular que não foram encontrados, indicando o crime de latrocínio”, relata.
CRUELDADE
Só foi possível identificar a vítima após a chegada dos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. A carteira de trabalho de Wellington de Souza estava embaixo da cabeça dele. Próximo do corpo, uma tampa de esgoto de concreto estava retirada do local. Segundo a polícia, os autores do crime poderiam ter tentado utilizar a tampa para destruir de vez a cabeça da vítima, mas podem ter desistido devido ao peso.
No muro, atrás do corpo da vítima, a altura das marcas de sangue apontava a crueldade do crime. Segundo a polícia, o sangue pode ter jorrado devido as pedradas na cabeça e pela veia jugular, atingida pelos golpes de gargalo de garrafa. Além da rua, a sacola com garrafas de cerveja estilhaçadas também estava com manchas de sangue de Wellington. O rosto dele ficou totalmente desfigurado com as pedradas que sofreu.
Residentes da área evitaram falar sobre o caso. “Aqui reina a ‘lei do silêncio’. Se eu falar alguma coisa, alguém pode me matar, assim como mataram o rapaz. Ele nem é daqui dessa área”, comentou um morador que não quis se identificar.
Investigação
Policiais civis da Divisão de Homicídios, comandados pela delegada de plantão, Cláudia Guedes, estiveram no local do crime. Para a delegada, Wellington foi atraído para o local.
“Ele estava bebendo com os assassinos e uma tocaia foi armada para matá-lo. O que dificulta saber da vida pregressa da vítima é porque ele é natural de Redenção e todos os familiares dele devem morar lá, pois ninguém o conhece por aqui”, disse.
Segundo a delegada, o exame de impressão digital poderá apontar a identidade dos criminosos. “Todas as informações coletadas serão repassadas para a Divisão de Homicídios, e nos cacos de garrafa encontrados no local do crime serão realizados exames de impressão digital para identificar os criminosos”, finalizou a delegada.
Após ser concluída a perícia de local de crime, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na Seccional Urbana de Ananindeua.
(Diário do Pará)
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