Os primeiros depoimentos do crime que ficou conhecido como Chacina de Santa Izabel - onde sete pessoas foram assassinadas -aconteceram ontem, na 2ª Vara Penal de Santa Izabel. Uma das testemunhas do crime, Antônio Xavier Sobral, proprietário da residência onde o crime ocorreu, foi o primeiro a ser ouvido.
O crime teria sido encomendado pelos policiais militares Renato Cardoso do Carmo, vulgo “Poranguinha” e Wellington Albuquerque da Silva, vulgo “ Zorro”. Também fazem parte do grupo de acusados Jeidson Aguiar de Brito, o “Penenga” (que foi assassinado), Francisco Lopes Silva, o “Chico”, Leandro Lira Nascimento, o “Lição” ou “Lourinho”, Aldecenir Pinheiro Rodrigues Raiol, o “Alcyr” e Claudinei de Souza Silva, o “Canê”.
Três dos acusados, Renato, Wellington e Leandro, chegaram ao Fórum por volta das 10h. Eles desceram do carro da polícia com os rostos cobertos e pediram para não serem fotografados ou filmados.
No dia da chacina, cinco homens armados e encapuzados invadiram a residência. Além das cinco vitimas, estavam na casa Antônio e a esposa, Raimunda Moraes Sobral, e mais cinco crianças. O grupo chegou na casa por volta de 4h. “Eu, minha esposa e as crianças ficamos em um quarto. Depois vieram me buscar e me deitaram no chão, ao lado da minha filha. Perguntaram se tinha armas na casa e me mandaram de volta pro quarto. Abracei minha esposa e ouvi o primeiro tiro”, relembrou Antônio.
CHACINA
O crime ocorreu no dia 27 de agosto do ano passado, no município de Santa Izabel, e chocou a população. Sete pessoas foram assassinadas.
(Diário do Pará)
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